30.6.10

Inverse-me

Eu corro para vida, você ainda teme a morte. Prefiro a divindade e acaso, você aposta em azar ou sorte. Eu atravesso labirintos enquanto você segue em linha reta... eu mudo o rumo e você teima quando nada coopera. Se tento uma distração você só quer atingir sua meta... Eu quero alcançar o infinito e você segue um caminho escuro. Se eu digo te amo você acredita quando eu juro! Eu me jogo no espaço, você cola os pés na terra. Eu lembro do passado saudosa e você lamenta não ser o que era... Eu insisto em liberdade e você tranca a porta, maior quimera. Eu me quebro com verdades e você  se preocupa em não se machucar. Eu corro todos os  risco e você não tem vontade de errar. Eu me doo inteira e você se satisfaz com a metade, e quero todos os detalhes, você submerge em fases... Eu me construio, você é de concreto. Eu transpareço e você ainda tão discreto!  Alguém me diz qual é a graça de já saber qual a estrada quando se aventura rumo ao nada? Eu seria versos, você é sempre meu inverso. Eu suspiro, mas em você me inspiro. Eu luto contra muito pensamento, tento e você trás tormento,  ainda sem lógica te fez contentamento. Eu fujo do inferno e você será sempre eterno. Sua meta, o que eras, é a seta, a meta de uma seta é alvo que na certa não te espera.  Meus sonhos, o que serei, é o alvo, os sonhos de um alvo que dá seta, tão incerta que nos espera... Dou dicas, fique esperto, nós dois, um universo completo!


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