10.6.10

Invisível.



Quem me vê não para...
Quem me tem não fala.
Eu tento o máximo,
faço a mínima diferença...
na vida, nas pessoas ou na consciência;
Eu não apareço e não sou procurada.
Eu me procuro mas estou soterrada.
Eu sinto falta,
a falta são lembranças, e falha.
Eu quero mudança,
mas não tenho o clima da dança.
O tempo não volta,
a vida não muda...
Não se alcança o completo,
mas o tempo não tem sido discreto...
Falo bobagens,
e nem penso bestages.
Eu quero bem perto,
estou em outro universo.
Eu desejo o bem,
não enxergo quem.
Eu quero mais,
eu sei menos,
eu admiro,
não me inspiro...
Não sou segura,
é prolixa minha postura.
Eu não vou enlouquecer,
viver são passos de endoidecer;
A solidão é habitável,
mesmo que miseravelmente instável.
Às vezes nem sequer aparento,
involunariamente afasto, ausento.
Se está quente estou sentindo frio,
tudo cheio, dentro vazio.
Escuto vozes,
ouço burburinho.
Querer não é poder,
mas ainda posso querer...
Eu não choro, eu não grito,
eu não esquento, nem sei aparecer,
é anestésico ou amortecer.
Não sei se é neurose ou se o mundo me esqueceu...
Pode ter sido você,
sua causa ou apenas eu.
Sei que Deus me vê,
certamente não desapareceu...
Ando só,
e ando desatento,
falo pra dentro,
espero o tempo,
existe o momento?
como o vento,
finjo que me acalento.
Desejo é um tormento...
A esperança é o maior sentimento!

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