11.8.10

Você acredita em destino?

Essa foi a pergunta e diferente de como costumava determinante responder com um sonoro 'não' eu levei alguns segundos pra responder e respondi diferente, 'em amoroso sim, mas somente nesse!' E saí, saí porque não podia dar a explicação que eu também queria... 'que merda foi essa? soou como cantada?!', 'acaso existem tipos de destino?', 'destinos diferentes em uma só pessoa?'

Pensei e minha cabeça trouxe à tona flashs que não trariam respostas, pelo menos não as claras, lógicas e instantâneas que eu queria pra aquele "desvaneio". Mas me apeguei a elas, duvidei que viessem à toa, esforcei e não seria com pouco esforço que conseguiria fazer alguém entender a linha que construí pra me entender, não por substimar o raciocínio de alguém, mas porque estava substimando a mim mesma, minhas explicações, estava estranhando uma idéia que não sabia que me pertencia, nem desde quando... e não sei se quando tiver a oportunidade de reencontrar o autor da pergunta teremos a coragem de voltar ao assunto que no mínimo me colocou na lista das "loucas conhecidas", assim, construí esse texto como alternativa e quem saiba ele leia?! 



Minha primeira lembrança foi do filme "500 dias com ela" e da leitura de um texto que tinha lido à respeito no blog, que tanto me encanta, da Elenita Rodrigues. (quem lembra da Lena BBB10?!). De forma bem fajuta resumo o filme como o sofrimento do Tom que tinha em Summer o amor frustrado da sua vida ao vê-la envolvida já em outra relação. A Lena atenta pra que como no filme, em nossa vida a gente pode aprender com situações que podem ser, muitas vezes, um meio de descobertas, outras vivências ou experiências... nada relacionado ao quê e como esperávamos, mas que sempre vale a pena.

Aí eu entendi minhas lembranças e a ligação de destino com amor, e exclusivamente  com amor! Destino em geral é meio que acomodação, crer em predestinação, acreditar que nossa vida segue um caminho traçado e que nada que for feito pode modificar o fim. Não acredito! Mas quando é no amor ninguém nunca conseguiu e certamente nunca conseguirá  um padrão pra explicar alguma sequência, influenciar definitivamente no desfeche ou defini-lo em sentimentos, nem forma ou tempo pra acontecer verdadeiramente e recíproco.

Eu sei que me estenderei no texto mas me estendi pra me entender, então continuarei... Sabe quando você pode está vivendo 500 dias ou uma vida com uma pessoa sem A certeza? A certeza de que nada  fará grande falta além de sua presença, não se injuriaria ao vê-la por toda a vida até nos momentos mais desprovidos de beleza, ou conseguiria  compartilhar aquilo que nunca conseguiu externar? Essa certeza pode acontecer e não precisa de "tempos de dúvida". Não estou falando de amor à primeira vista ou impossibilidade de se equivocar... mas  poucas palavras, horas que  parecem anos de conhecimento dizem muito!

Deixar acontecer um amor que inicia coincidentemente é o destino amoroso. Tipo... Deus dá tino, DESTINO! Pode não ser a pessoa com que você construiu anos de planos, mas ela pode mudar todos os seus planos em segundos e transformar o rumo da história. É! Já ví quem não queria ter filho ter uma "renca", quem não pensava em casar virar dono do lar, quem nunca se viu sem emprego pode ser feliz sem trabalhar... simplesmente porque  no local que você poderia não ir, não chegar, não estar, não notar, mas que tudo conspirou pra você encontrar, achar e entender, sem  porque nem pra quê, despertou em dois.

O fluxo de lembranças ainda me trouxe um discurso de um rapaz desconhecido por algum canto da internet que não recordei, mas que me chamou atenção, dizia mais ou menos que  "Determinaria uma lei que proibiria mulheres de assistir comédias românticas,  porque elas saem sofrendo e chorando quando não chega  a  proporções piores, sair sonhando em viver tudo igual, enquanto na realidade  é tudo tão diferente, gente sofrendo por idealização, entrega a alguém que torna nosso ícone de perfeição e não corresponde às expectativas porque nunca existirá um você em sexo oposto." 


Sábio, e como. Mas pensei em discordar, e quanto! Sabia que essa vontade não vinha do fato de ter colocado o homem como ser anti-romântico. Não sabia como,  nem por onde começar... Volta e meia me retornava a cabeça, mas agora não saia,  ainda queria discordar embora entendesse que sonhar com as perfeições amorosas  é ilusão... encontrei! Sabe porque os filmes não tem problemas? porque independente de assistí-los a gente constrói um Hollywood sentimental próprio onde a gente carece, deseja,  suspira, pede ao universo igualzinho e tem fé pra alcançar a felicidade no final! O problema está na nossa insistência de escolher nossa alma gêmea sem poder. Elas tem que aparecer sozinha, não convencer. A dor é a teimosia. Nas escolhas podemos não ser escolhidos enquanto no "era pra ser", era porque era.

Coloquemos na tela da nossa vida, lado a lado, nossas expectativas e possibilidades, olhemos pra uma história que nos esforçavamos pra que chegasse ao final feliz, mas que foram tentativas inválidas e veremos que existiram coisas ruins dentre as boas que eram as únicas que nos permitiamos ver. Quando enfim conseguir parar de lutar contra a maré conseguiremos enxergar que alguém amou por dois e ainda resta amor pra depois... Dores passam, bem verdade que sempre restam lembranças boas e as que endurecem o coração,  mas histórias de amor passadas são lições que "cobram sobriedade quando ainda se está tão embriagado dele", como disse Elenita Rodrigues. Estamos involuntariamente viciados na droga de inventamos mentiras e acreditar.

Eu, esperando não vejo a hora de, como Jorge Vercilo, poder cantar:  "Não se prenda a sentimentos antigos, tudo que se foi vivido me preparou pra você. Não se ofenda com meus amores de antes, todos tornaram-se ponte pra que eu chegasse a  você."


2 Comentários:

  1. Gostei do começo do texto.. Infelizmente eu discordo das proporções que vc vai levando e deixa fluir demais e peca por ser prolixo e redundante. Você pode diminuir esses textos e fazer em varias sessões, Destino parte 1, 2, 3... ficaria mais leve e com certeza fluiria melhor. Quanto ao destino eu acredito numa linha tênue desenvolvida por um criador universal (Deus) com nossa concordância em reverter erros passados. Essa linha tênue nos foi determinada, e na nossa vida vão aparecer pessoas que nos dá a segurança atraves de afinidades, paixão de poder rever num olhar aquela pessoa que já conheciamos. Um simples atraso de onibus e vc reencontra alguem que nunca conhecia nessa vida mas que pode ser aquela com quem passará o resto dela ou um longo periodo. O nosso livre arbitirio é quem impera. Eis a minha noção de destino relacionado aos relacionamentos. Bjos

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  2. Koka, esse é um pecado que infelizmente tenho sempre cometido e recibido regulagens por toda vida... meus textos costumam ser enormes e eu não consigo enxergar repetitividade quando insisto na explicação mínima daquilo que eu penso, enquanto na verdade as coisas podem ficar subtendidas! /obrigada, essas "advertências" e dicas são ótimas pra que fique mais atenta e evolua a cada dia (adoooro meu "mestre"! =])

    Quanto ao destino, não acredito que seja essa linha tênue desenvolvida por nosso Criador, exatamente por causa do livre arbítrio... mas apartir dessa liberdade e das nossas excentricidades, Ele ajuda (onde entra o subto encontro) e aí também nós podemos enxergar ou não, discorrendo nos erros de insistir em idealizações.

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