23.9.10

Bobagem.



Aquele mero detalhe mudado na madrugada de domingo ainda não fazia menor sentido. Não alterava a  capacidade de rir na insegurança, muito menos de expectar e seguir encenando pessimamente a paciência "dos salvos". Mas toda aquela mágica do destino, que almejava encontrar em cada olhar, simplesmente se desvez, ou melhor, se refez. Refez em outra forma de ser sensível, em outro ritmo para pulsar.  Poderá ser como uma cidade que o furacão destrói, levando tudo que ficou desabrigado a procurar reinstabilidade. A cidade precisará ser reconstruída a partir do terreno que ainda é seu, no mapa.

Aquele sorriso largo por debaixo de uma carinha safada já não afluia suspiros em imaginações, mas continuava a  derivar a contagem dos minutos, ouvidos instigados por um vestígio de  presença. Também não sentia que dessa vez o ser sensível estava esperta, pois continuava boba, quem sabe ainda mais em descoberta e novidades?! Continuava dispersa na multidão de incoerências e verdades que quis mentir pra si. Dançava na chuva sem se preocupar em se molhar e transparecer desejos, em deixar a água revelar a alegria por ter desencantado aquela noite.

Aquele laço que um pássaro azul lhe propunha, tornava-se lilás, laranja...multicor, e ganhava vida. O ser quase ingênuo, meio duvidava acreditando. Entregava a parte instável ao mínimo de confiança. E pendia, arranhava os pés no céu, voava tão suave no chão... Poderia ansiar, mas estava em calma, tudo em calma, a deriva do futuro, como se ele desse certeza que em cada noite incerta, tudo voltasse a ser a mesma coisa.

Desejos mais sinceros e uma ponte em reconstrução. Talvez seja o inicio de um sonho eterno, talvez o entendimento de  algum sentido numa não-história, mas nunca será vã!



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