13.9.10

Todos os sete por você;



Luxuria, talvez um dos segredos mais íntimos que alguém possa se trair e deixar de guardar no pensamento que febril e entregue irá voar e pousar em um só  desejo egoísta, possessivamente te ter. Desejo maldito e bendito, profano e covarde do viver!

Preguiça, zzzzz... e vai ser fácil me encontrar fora do ar, desanimada se não for pra ver você e estar onde você está. Dá sono, angustia, estagnação só de pensar no distanciamento. A lentidão perto de você é meu contentamento!

Gula, uma corrosão de fome e sede insaciáveis. Eu não canso de pensar e involuntariamente já sinto a boca salivar, o olfato farejar, os olhos brilhares e os ouvidos ansiarem o "está pronto", porque durarão segundos pra te devorar e repetir mil vezes, afinal não enjoo do cheiro nem do sabor...

Inveja do sol que te aquece, do vendo que te toca, da chuva que te enxarca, do mar que te banha, de tudo que te alcança. Invejo o enoitecer e o amanhacer que te  acolhem me mostrando a necessidade que tenho de saber como vai você, como eu queria ser cantada como música por  você, como eu queria fluir como palavras da tua boca. Ainda consigo acrescentar o ciúme de quem pode estar se divertindo com você e receber seu  amor em meu lugar.

Avareza porque não dou, não empresto, não divido, não tem preço.  Tenho mesmo um medo doentio de pensar em te perder...tua voz, teu charme, tuas manias, teus defeitos, me satisfaço te tendo de qualquer jeito! Te guardaria em um baú com sete chaves, um cofre com sete senhas, embaixo do meu travesseiro ou  acorrentado a mim pra estar sempre perto, se pudesse...

Ira é terrivel de sentir, talvez na maioria das vezes ela venha direcionada a mim... porque não falei o que deveria, não conversei como poderia... porque me encho de nãos, tento mudar pra ti e te perco entre as mãos. Porque demorei pra reconhecer que você é minha solução, porque "incondicionalmente" é a opção que se torna agressiva ao meu coração.

Vaidade, porque o único intuito de me arrumar se tornou te encantar, te agradar, te fazer me olhar e na melhor das hipóteses parar, repensar, me querer, me ganhar...  milimetricamente tento maquear até as inperfeições que podem te afastar de mim, tua indiferença seria meu fim!

Vai dizer que nunca pecou por amor? Devido a minha excelencia em pecados, a gente nem ficou junto na história que eu lí.  Senhor, esse é meu pavor... um jeito insolente de ser de carne e osso permanente. O que me dá desgosto é a falta de amor por mim, mas na consciência a certeza de que quero uma  obra  prima de Deus me aproxima do céu. Perfeição demais agita os instintos, que cometem os pecados que darão motivos suficientes pra ficar feliz por estar infeliz nessa confusão...  consciente de todos os pecados ainda ouso te querer, ouso amar você. O mundo ao contrário parece solução!

(ps.: O "eu" da história é "lírico", o que não exclui a autora de ser vítima de paixões pecadoras assim. De qualquer forma, o texto foi releitura de uma "coisa" de Liz e é uma idéia aflorada com o retorno da novela SE7E PECADOS ao Vale a Pena Ver de Novo, Tv Globo, que tem uma das aberturas mais perfeitas que já ví, trilha sonora "Carne e Osso" da Zélia Duncan)

2 Comentários:

  1. Se esses pecados fossem por mim eu tratava de perceber e tornaria fato! ;)

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  2. huahauhauahu :$
    Isso pq o eu foi lírico neh!?
    Mas eu não vejo muita diferença entre amores "distraídos" e ocultos nao viu?!

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