17.10.10

Tá russo...


"Na montanha russa tudo muda de repente,
é um sobe e desce que assusta tanta gente,
 então vamos subindo pra bem alto,
lá encima tudo fica calmo,
 mas de repente a gente cai,
 parece que cai, mas não cai..." (Desconhecido)





Crise existencial. Única explicação que dou a minha bipolaridade cotidiana. Acordo com um pedido disfarçado de ordem e sigo a ordem bagunçada em suplica. Vou deitar com uma vontade antiga que nunca se perde! Caminho entre sinônimos, vírgulas vespertinas e uma reticência inconclusiva no início da noite. Já não sei bem em qual gramática me adequaria, em qual conjugação eu iria verbalizar minhas vontades e qual o sujeito para minha oração não precisar de um predicado tão oculto.

Erro ao conjugar o verbo querer, mas me agrado com um presente: relativismo, uma figura! Contrário ao absolutismo me distancia de tronos, embora permaneça diante do altar. Movo montanhas sem mover palhas! Começo a entender o copo meio cheio e meio vazio, vejo que nem sempre nossas mudanças  (des)necessárias são (in)visíveis e tem poder para destrambelhar nossos princípios e personalidade. Percebo que a gente ter o suficiente não diminui o querer  mais. Talvez os excessos pequem, me agustiem e me faça desejar menos. Prefiro continuar achando que não vale a pena exagerar na pimenta, salgo em cores enquanto outros adocicam com amores.

Não adianta tentar mover o mundo ou almejar ser a sininho do Peter Pan me livrando de todos os distúrbios que meu corpo provocam e salvando minhas vidas,  aquelas que me pertencem ao meu lado. A menina  indecisa e impaciente vai continuar a arrastar o pé do chão quando achar que está certa, fazer samba  comendo reggaes, estar distante do pop amando flashs e dizer que a batida da razão tem mais força. Vai  acordar todas as manhãs com uma vontade de continuar no edredon amarelo sem se dar conta que as  oportunidades se alternam na mesma velocidade que as nuvens. Vai fazer hora pro relógio e ansiar saber, saber se amar com todas as belezas e abominações. Será esperta quando aplicar o sentimentalismo na reciprocidade e não será com pouco esforço que entenderá  que pr'aqueles que têm mérito são dispensáveis as comparações. Dias depois perceberá que os aborrecimentos são outros, sem motivos, com bobagens, mas extremamente instintivos.

Terrorismo psicológico. Você tem certeza? Teimosia. Determinantemente, nem que se crie teoria. Sonhador é quem sabe que em equilíbrio não se esvaem suspiros,  e melhor seria permanecer a deriva do sobe e desce da montanha russa. Fluxo eterno de estado de espírito. Lá vou eu em variável, questionável e agradável  equilíbrio, russo.


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