16.2.11

Quedas & Risos.

(As férias estão deixando o blog menos impessoal, 
mas considerem as reflexões. :B)



Domingo levei uma tombo que deixou minha coxa roxa. Meu joelho ganhará uma bela cicatriz que pelo fato de não ser no rosto me deixa feliz. E percebi o tamanho da sensibilidade e necessidade de minha mão esquerda que teve um talho meio profundo.  No ardor do momento a graça foi velada e a preocupação alastrada. Até pelos donos daquela casa que teve as paredes em risco juntamente com as outras motos estacionadas na porta. *engraçado saber da velocidade com que seus moradores sairam pra colocar seus pertences em locais "seguros".

Particularmente acho incrível a ligação intíma que enxergo entre quedas e sorrisos.  Não que dores sejam engraçadas. Não que se goste da desgraça alheia. Não por maldade. Não tem explicação! Ou talvez seja  a comédia do trágico e a reação do inusitado. Eu sorrio mesmo nas minhas quedas! A gente caí, levanta, não se importa com a queda e logo se aventura em outra incerteza. Para não criar trauma ou por inconsequência mesmo... Na hora pode doer, mas não se teme o que pode sarar, não deve ser assim?

Já me deparei com alguma conversas a respeito de quedas e reações. Muitas pessoas já me disseram que se eu caísse me ajudariam a levantar, mas antes iriam rir demais. Muitas até já comprovaram. Eu certamente  torno recíproca na sequência riso e ajuda! Acredito que amigo nem é aquele que se preocupa com sua queda e sim o que cai de rir ao seu lado, mas quando generalizam dizendo que ao se deparar com uma queda todo mundo rí, eu discordo. Afirmo que esse não foi o motivo para ter tornado prática a minha teoria!

Aprendendo a pilotar motocicleta com embreagem, a queda obteve platéia. Talvez a perna roxa foi para combinar com a calça que vestia e a cor que eu gosto. Certamente o ocorrido e a visibilidade de sangue assustaria meus pais. No fundo era comédia e levantei me questionando como. Mas só quem riu fui eu! Da situação inesperada, do nervosismo e pela graça divina de estar "intacta". Embora tremesse sem querer...

 Da turma que assistia, senti preocupação a todo tempo. Ouvi gritos que para confeccionar a cena não decifrei. Senti a tensão. Os professores e amigos vinheram na minha direção tentando trazer calma, uma calma para a minha preocupação com a moto que não era a mesma que as suas. Até meu irmão, cansado de saber dos meus descontroles de risos em quedas e que depois confessou o desejo de rir, só conseguiu mostrar uma cara de "tadinha da minha irmã" me olhando com olhinhos atenciosos de quem sondava para saber se estava bem e reclamar porque na mesma hora minha "loucura" de continuar em frente.

 Gente, daqui a pouco essa dorzinha passa, o roxo fica moreninho e o machucadinho cicatriza. Sempre cicatriza! E aí a gente monta na moto ou no cavalo, coloca o salto quinze e a calça apertada, tanto faz. Mesmo na chuva, mesmo no salão encerado, na ladeira escorregadia, se divertindo numa cachoeira, mesmo sem saber... Sendo uma queda metafórica ou não. E a gente paga pra vive tudo de novo.  Paga pra que nossa vida tenha marcas de intensas felicidades, não importando se forem fatais. Não é gostar de sofre!  Simplesmente viver e seguir, se aventurar nas "surpresinhas" que trazem a apreensãozinha pros olhos dos outros e da gente... mas a gente aprende que ao cair não se coloca as mãos no rosto pra chorar, mas no chão pra levantar, e que se levante oito vezes se houverem sete quedas!

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