27.3.11

Ilhada.

 

Cadê o bote que ancorei logo alí para fugir em situações de emergência? Cadê o "salva-vidas" para me manter segura sempre que precisasse achar terra firme aos meus pés? Parece que tudo se perdeu em entretantos para que me cercasse de muitos "ses". 

 

 

 Estou saturada de presenças iguais que me ilham num íntimo imperfeito, ou certinho demais. Seria mesmo audacioso da minha parte ter pretenção pelo brilhantismo para provar que ainda existem valores?! Teria mesmo que enxergar como meus os limites que me acorrentam?! Talvez eu tenha me acomodado na fantasia de um cisne, a cor não importa! Mas lembro-me nitidamente de suas asas cortadas que o inibiam de voar. Serão os receios que fazem com que minhas fases de maturação estejam protegidas das quebraduras de caras, mas que mesmo assim resultem em decepção por incerteza de escolhas certas e falta de consequências?

 

Aparentemente a bonequinha de vitrine é forte e aprendeu a falar desembestadamente, mas somente o oco que trás por dentro tem exatidão da quantidade de cacos que constrói cada manifestação impulsiva. Realmente grandes encantos começam pelos olhos, mas o convívio desmoronam a satisfação. Os carinhos que pareciam sinceros precisam ser vistos pela janela embaçada para que a sujeira aclame limpeza. Tanta mentira inventada com o simples propósito de tornar valores pessoais e instranferíveis, descartáveis. Recuso imitações!

 

 Quem se inventa em duas pessoas facilmente se reduzirão a nenhuma  ao piscar dos meus olhos. Já não consigo distinguir a covardia da falsidade, ainda assim fico feliz por pelo menos conseguir identificar. Vivemos misturados com ambas, alimentando-as com medidas ritimadas que nem sentimos o tropeço nas pedras que escapam das nossas mãos!

 

Mesmo frágil, mesmo com auto e punições, mesmo com a terrível mania de perfeccionismo todo instante que tento organizar a bagunça, a vida continua. Tudo que hoje é tormento vai ser lembrado pelo aprendiz como lição, quem não tem bagagem para realizar transformações grandiosas não é inventor de nada quando a prática chegar!

 

 

2 Comentários:

  1. Tinha que comentar, porque me identifiquei DEMAIS com seu texto. Eu não sei o que você quis dizer bem com "ter pretensão pelo brilhantismo para provar que ainda existem valores". Mas a verdade é que me sinto presa a mim mesma, e vivendo sempre entre dois extremos bem extremos... e eu não me encaixo em nenhum! O mundo parece às vezes que não se encaixa direito na gente. Nem as pessoas... Enfim...
    :) Beijo!

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  2. Como se um modelo de vida dentro do nosso próprio padrão pudesse demonstrar que vale a pena ter valores, assim se chega a algum lugar...
    É uma espécie de convívio sem mistura né Céu? Peixinho fora d'água, por aí... a gente se sente preso sem nenhuma corrente visível. Seja sempre beeem vinda, temos muito a compartilhar! ;) Bjo!

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