3.4.11

Acabou...

É triste saber que vou ver você passar
e não sentir cada milímetro do meu corpo arder e enjoar.
 É triste saber que um dia vou ouvir sua voz ou olhar seu rosto
 e o resto do mundo não vai desaparecer.
 O fim do amor é ainda mais triste do que o nosso fim!
(Tati Bernardi)


Por mais que não seja o que eu queira é quase impossível não enxergar o que está acontecendo entre nós, ou melhor, o que não está! Minha vontade era te alcançar a cada vez que te visse e vibrar junto com o celular em cada tentativa de comunicação. Minha maior vontade era aquele burburinho no coração, que levava o corpo todo a teimar confiança plena e cega, sem vestígios de ciúmes descabíveis ou más lembranças.

Desejava ardentemente ser feliz na mesma proporção que te fazia, mas percebo que nem consigo mais sorrir nem te fazer desejar algo mais. Não te culpo, nem a mim... Entre nós nada dá jeito,  não desse jeito, são nossos jeitos. Não sem tempo, ou sem querer dar tempo, ou deixando o tempo responder por nós.

É triste, sentimento de impotência perceber que não posso mudar e talvez esteja percebendo só. Esteja querendo reconstruir aquilo que são cinzas, de costumes e desamor. 

Não enjoei, perdi o desejo.

É ruim descrer naqueles sonhos e planos, sentir gelado o que por vezes me queimou. Ver que o tanto que lutei pra que ficássemos juntos duplicou em reluta para não nos ver separados. É terrível ter indiferente o que fazia diferença. É inexplicável não sentir em mim o que fazia parte de mim. 

É como se tivesse chegado ao meu fim, mas com possibilidade de recomeço. O recomeço que não queria, ou que pelo menos viesse em forma de reavivamento do passado, nunca como novidades para um futuro.

As boas lembranças não conseguem compor todo o álbum de recordações. Não faltaram tentativas e no fundo quero esconder que me alegro por não termos estreitado e aumentado os laços de forma que virasse nó. Não somos mais nós! 

Não conseguiremos compor um fim para história sem que ela tenha um termino. Mesmo que na direção tenhamos pensado em diversas possibilidades, como atores não conseguimos dar veracidade à peça. É cansaço, é anestesia, é dor, mas pouca mágoa... não tem doce, a água das lágrimas tem sal. E os ventos que traziam brisas constroem maremotos sem calmarias. 

Quero ter saudades, embora eu já tenha. Disfarçar os fatos não irão alterá-los! Sinto ter que guardar tudo que vivemos como um ensaio, sinto ter que começar uma nova história aplicando o que eu aprendi para que desta vez não sinta aperitivos de fim. Mas hoje, de forma dolorosa mas necessária, é preciso um adeus para resgatar a aclamada liberdade!


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