10.4.11

musical...

Ninguém sabe mexer na minha confusão.
(Danni Carlos)


É engraçado que mesmo depois de duas décadas de vida a gente ainda teime em ter ciúmes de coisas estranhas, músicas por exemplo. Muitas delas são minhas, e mesmo que não tenham sido feitas por e pra mim, me pertencem...

Meus planos aquela tarde não era passar horas meditando em letras de músicas, costumo ouvi-las praticando outras atividades, mas minha concentração naquele momento se contrariou a qualquer outra prática que não fosse navegar em cifras. Me perguntava por qual razão aquelas letras, muitas que não coincidiam com nada que tivesse vivido, não ultrapassavam sonhos... porque elas mexiam tanto comigo e aquilo me fazia bem?!

Será que se eu quisesse mudar o enredo da minha história teria que mudar a trilha sonora? De um jeito torto eu certamente não sei! Vejo beleza na loucura de confeccionar um mundo de intensidades que adormecem ou explodem no meu gênio. Gosto da brandura, gosto da bravura, gosto de... mim. Não sinto vontade de mudar, mas me incomoda meus periódicos ataques de crueldade com seres que dão passos para rompem as barreiras de aproximação. Dificulto. Do tipo: Ahhhn, você e eu, não. Realmente eu não. Não sei! Proteção e defesa estratégicas. Talvez coisa de quem não tem suporte de sofrer nem mais um pouco e tem receio de acreditar em qualquer coisa. Talvez coisa de quem tenha sido educada dentro do imaginário. E é melhor mesmo nem analisar.

Acho que quero o amor, mas não estou preparada. Talvez vá morrer mesmo só. Porque se eu não puder ser como eu sou com alguém, então prefiro continuar sendo... sozinha.  Sei lá. Acho que meu sonho é encontrar essa pessoa que vai quebrar essa minha crosta não somente para me largar desprotegida depois que encontrar meu coração. Porque sozinha eu sei que não posso. E talvez bem lá no fundo eu sei que quero... porque, ouvi que "o amor dá suspense ao óbvio"  e eu vivo querendo suspenses desifrados, querendo frio na barriga, querendo receio na hora de ligar e de atender. Querendo mais devaneios, furacões. Querendo abalos e tranformações. Mas ninguém parece se aproximar com nada que eu anseio... não em alma, em carne, em espírito. Tudo ao mesmo tempo!

E eu sigo colocando impasses, sigo boicotando, sendo teimosa. Existe uma multidão de pessoas no mundo e eu não coloco graça em nenhuma, reciprocamente.


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