15.5.11

Levianidade

Mas pra que viver mentindo 
se eu não posso enganar o coração?
eu sei que te amo.
(José Augusto)




E era estranho, porque ela sentia, mas não se sentia autorizada, meio como se não pudesse, ou quisesse, e fugisse....

Quantas vezes nos pegamos sentindo algo que nem conseguimos explicar? Quanto disso é real e quanto a gente mesmo vai e inventa? Quanto se precisa pra saber que qualquer consequência significa pouco?

Ela estava confusa, era confusa. Ficava frequentemente se lembrando daquela tese freudiana de que as pessoas reproduzem sempre as mesmas relações tentando consertar erros antigos e seus conselhos não valiam nada quando se tratava de... si mesma.

É que às vezes o que a gente precisa ouvir vem no meio de uma conversa despretensiosa, uma frase incomum e possivelmente espontânea demais que retira a gente do eixo, da lógica e que ajuda a nos sentimos mais abençoadas por Deus...

Era ilógico. Não fazia sentido. Devia ser coisa dela. Mas também sobrevoava em sua cabeça que fugir desses momentos através da lógica é transformar a vida em estatística. Não dependia somente dela o sofrer menos, o se magoar menos, o se encantar e se iludir menos...


Mas ela fugia. Ela escondia. Ela negava. E se sentia mais leve... - leviana!

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