12.6.11

Casais



E quem um dia irá dizer que existe razão nas
coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer que não existe razão?


Os opostos se distraem, os dispostos se atrem. (O teatro mágico)
Quem vai dizer ao coração que a paixão não é loucura? Mesmo que pareça insano acreditar, me apaixonei por um olhar, um gesto de ternura. (Oswaldo Montenegro)
Amar é quando não dá mais pra disfarçar, tudo muda de valor, tudo faz lembrar você... (Roupa nova)
Deixa eu dizer que ti amo, deixa eu pensar em você. Isso me acalma, me acolhe a alma, isso me ajuda a viver... (Marisa Montes)
E cada vez que eu fujo eu me aproximo mais, e te perder de vista assim é ruim demais... (Ana Carolina)

O nada programado pra dizer no dia dos namorados (#fazoquê?) acabou no instante em que no meio de tanta coisa redundante, melosa... e lindamente típicas da época, eu me deparo com uma versão "cinematográfica" de um clássico de Legião Urbana na voz do saudoso Renato Russo. Uma das minhas cansões preferidas, por descrever tão bem o desenvolver da rotina de um casal comum, real e entre "trancos e barrancos" feliz...

Eduardo e Mônica! Quem ao ouvir a música não se apega e torce pelo casal? Sim, eles em dupla, unidos? Quem não sentiu-se um pouco Mônica ou se identificou com Eduardo?! Quem não deixou a imaginação voar a ponto de montar alguma cena na cabeça ou não quis viver tudo igualzinho na vida?! Quem não relembrou alguma situação vivida na descrição sábia da letra?! Particularmente não conheço nada que simbolize tão bem o súbito encontro e o cotidiano atordoante de um casal que cresce junto sem perder o jogo de cintura e o desejo e disposição para fazer dar certo, acima de tudo.

Ser casal é exatamente isso. Crescer e se desenvolver juntos no ritmo do coração. O coração inconstante que pulsa com "guinadas estranhas e calmarias arrastadas" (Stephanie Meyer), compassa, descompassa... mas que não para de bater, de funcionar! Importante observação: casal, é ser feito pelo coração! Sem motivo, lógica... mas com toda uma razão própria. É seguir a palpitação, o impulso e não temer os riscos que por sua vez ocasionam o altruísmo, a doação. E tudo isso na soma de dois em proporção da matemática perfeita que se multiplica financeiramente, intelectualmente, socialmente e se divide emocionalmente, perceptivelmente, subtraindo a cada dia aspectos que divirjam para que não tenham arestas capazes de influenciar negativamente no resultado.

Como se fosse fácil. Não é! Sim, porque nem tudo são flores, amores e doces! Mas a força está no valor e na valorização...
 
Não sendo capaz de achar razão nem conhecendo ninguém que se atrava, não coerentemente, não com experiência de causa... é essa a lógica que a reserva de um dia pra os namorados tem! Viver ou pelo menos acreditar periodicamente na construção de uma história sem tempo determinado, onde haverão nas lembranças motivos para rir das situações inusitadas e também daquelas que foram superadas. Um dia em que mais que abraços, presentes e planos haja o olhar pra trás e ver que valeu a pena e não importa quantos anos se passaram ou ainda passarão, poder falar com veracidade um "passaria por tudo novamente!", "casaria de novo com você!", "precisava mesmo ter te conhecido..." e o tão significativo "eu te amo!".



Ahhh, e um dia de expectativa para aqueles que não passam dia do índio junto com um índio, dia da árvore abraçado com uma árvore, dia dos finados velando caixões e não tem obrigatoriedade de passar dia dos namorados acompanhados, mas que estão sujeitos à ação do acaso ou do acordo, fazendo tudo tão mais construtível, à dois!

1 Comentários:

  1. Gostei muito clipe!!! e dei muita risada com o último parágrafo!!! :D

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