22.6.11

Que gostusura!

 Vai diminuindo a cidade, vai aumentando a simpatia.
Quanto menor a casinha, mais sincero o bom dia!
Mas mole a cama em que durmo, mais duro o chão que eu piso.
Tem água limpa na pia, tem dente a mais no sorriso...
(Pato Fu)


Não vejo nada mais gostoso e que force o encontro com as raízes interioranas que a época de são João. O tradicional, claro! Vejo graça, no bom sentido, porque é embrulhado pelo friozinho gostoso que se busca o calor humano e das fogueiras, das cidades brejeiras, das comidas feitas à mão.

É nessa época que casamento é leveza e brincadeira, que as mentiras são motivo de alegria e não de pranto, as pessoas pagam pra brincar com fogo, as espadas não tem intenção de matar, os balões são motivações (errôneas) para admirar a beleza do céu, as gotículas de chuva não vão atrapalhar nem tirar a beleza por uma "chapinha"...

É o milho e o amendoim ao invés do caviar. É o copo de licor ao invés da taça de tantos drinks que há. É o encontro pessoal ao invés do virtual ou convencional pra saciar.  

Simplicidade! É a bota, é o xadrez (que pode ser facilmente confundido com toalha de masa ou cortina), é o chapéu de palha e o batom no lugar do blush. É o sorriso banguelo e por certo, muito mais sincero. É os amigos velhos visitar. Comer pra se fartar. Deixar a criançada brincar. O colorido pra enfeitar. Música e paixão no ar. É pessoas de todas as faixas, regiões e religiões juntar...

É o climinha gostoso que a correria do dia-a-dia tem conseguido tirar. São diazinhos contados pra farra e que bem utilizados são inesquecíveis recapitulações do que é uma civilização se humanizar.

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