20.7.11

Fase e disfarce

Recentemente lí um texto sobre etapas de maturação e viajei... me acompanhem:

http://www.namaskaryoga.com.br/blog/files/ff42d8fb61dfc3b03e47a88d27d9d4c4-147.php


Em tese ainda vivo a fase em que a palavra de uma pessoa vale muito. Continuarei assim até os 25, centrando tudo no SER: as pessoas tem honestidade e ética, pais e professores são autoridades, as coisas são o que realmente são: ser rico é ter dinheiro e ser pobre é não ter. As crianças educadas são as que se manifestam na hora certa e os horários para refeições são concretos quando em volta de uma mesa familiar. Namoro teve idade pra começar, e no íntimo, transar só na hora certa e com a pessoa certa! É, talvez as coisas sejam mais fáceis e ainda haja ingenuidade em achar no mundo tranquilidade suficiente para que alguns desejem criar filhos...

Depois virá o período centrado pelo TER. Historicamente já passam de 25 anos o aniversário do consumismo em rede nacional, a TV instigando de tal forma que as pessoas correm diariamente para ter, ter tudo. Família, flor, estilo. Status não é o esforço de ter estudado para se tornar um profissional competente e feliz no que faz, é chegar ao estágio de ter descessariamente uma piscina (e nos condomínios todo mundo tem piscina). Carro? Lata-velha são dois anos de uso e as marcas, não importa as que carrega na pele, elas devem estar no vestuário, tão descartável quanto as pessoas. Aí tudo se compra, tudo se troca, tudo está baseado em quantidade, inclusive a de shoppings que aumenta a cada dia...

Esperamos chegar à fase do  PARECER. Perigoso engano de parecer enganar a todos numa constante auto-enganação. Parecem éticos, mas filas são "furadas" no típico "jeitinho brasileiro" que vem de cima, dos políticos, frutos que plantamos. Parecem que tem carrão, mas ninguém sabe os horrores que se deve ao banco e a divisão em incontáveis prestações. Parecem instabilizados e abonados, mas se sujeitam à pirataria?! Parecem felizes mas lotam terapias, parecem tolerantes com diferenças mas escondem muitos preconceitos...

Parece que estamos todos caminhando para o fim: não nos conhecer de verdade, vivermos com máscaras para sermos apreciados,admirados, seguidos... não puros, não felizes, não exemplos, não recuperáveis... E como uma bola de neve o mundo embola, já gira sozinho fazendo rodar aqueles que não seguem o rítmo. É tão habitual a sequência ser para ter e parecer que já vivemos sem se dar conta...

Deus nos polpe sempre de nossas fases de desumanização!

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