28.8.11

Armada


"... Lá fora há milhares de possibilidades de felicidade.
(...) De realidade.  E vc eternamente trancada
na porta que o mundo fechou na sua cara."
Tati Bernardi


 Desculpa esfarrapada essa de se encontrar em desencontro de corações. Já não convence nem mesmo um íntimo que se debate na crise existencial do amar. Realmente, já não sei se a figurinha da vez é a certa ou se eu tenho medo de me dedicar na construção do álbum errado. No fundo, temo pisar em falso e quebrar o nariz que tanto desejo operar. Mesmo que as noites que compartilhamos, os olhares, os sorrisos... me proporcionam a certeza de que é válido enfrentar.

 Não posso mais culpar o passado, ele não existe, foi dissolvido em tantas etapas que entende-se como partículas ínfimas de amor extiguido. Mesmo assim, encontro defeito nas diferenças, distâncias, coloco porém, pra continuar usurfruindo de aventuras, pra continuar vestindo armadura e sair para batalhar contra um adversário inexistente, mal sabendo eu, que faço de mim inimiga.

Eu sei que seremos melhores juntos. Mais que tudo, eu preciso de uma vez aprender que mais vale ser amada que armada. É fácil amar assim! E pensando assim, onde vão parar mesmo teus defeitos? São todos aceitos! De onde tirei a idéia de que amor pra valer faz sofrer? De onde veio a imaginação de que das dúvidas e incertezas surgem os amores que dão certos?! Se for certo demais aí é que serve! Se for fácil demais, aí desconfio.

Clichê. Mas tão diferente das comédias românticas  que passam em sessão da tarde na TV... não briguei com você durante todo o roteiro pra que no final descobrissemos o amor por acaso. Dediquei carinho a plantinha desde grão, mas talvez plantinha estática não saiba enxergar. É mais complicado do que se vê...

Agora você é uma espécie em perfeição de abrigo, segurança, compatibilidade e carinho que trás uma dose significativa de sentimentos assustadores. Tua vunerabilidade é minha excitação e o encontrar das nossas mãos foi motivo suficiente pra me fazer pensar no amanhã como possibilidade exata. Estou desarmando a guerreira amante de lembranças que trazem tormentas e suspiros.

Traga-me cargas, descarregue meus elétrons. A fúria da tua falta me fará admitir minhas certezas e alimentar minhas dúvidas com teus beijos.


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