16.11.11

Inteligência afrodisíaca.

Gatíssimo! Aparentemente legal e "boa praça". Perceptivelmente simpático. Daquele que você dá o "msn" fácil e até o telefone sem pestanejar, mas em duas frases de conversa você já lê um "quando te vi me admirei" e um quantitativo do estilo "menas"...

Uma princesa! Parece que foi desenhada e se não reconhecesse a própria espécie procuraria asas em suas costas. Um ser magnífico, mas que depois daquele sorriso encantador fala que talvez "esteje" na festa do sábado e deixa um scrapzinho delicado no qual você põe a pontuação que desejar porque ele veio sem nenhuma... 

Palavras mal escritas, frases despontuadas, conjugações mal-ditas, tornam uma conversa decadente ao ponto de arrancar qualquer vestígio de beleza que desse continuidade aquele interesse. 

Eu fico triste sempre que escuto histórias que poderiam dar certo, mas que na hora H broxaram por causa da língua. Não, não foi na utilização exagerada ou sua falta em um beijo, nem porque um dos parceiros era estrangeiro ou se gabavam pela norma culta rebuscada... foi porque nos primeiros contatos, aqueles que convencem e encantam, o mínimo domínio verbal e oral que se  deve ter na língua padrão não existiu.

A falta de aptidão com a própria língua que tem tornado homens e mulheres meros objetos: homens que nunca precisaram se esforçar intelectualmente para fisgar alguém ou mulheres que são lindamente burras e facilmente utilizadas para manipulação. Aí fica nítido o quanto a beleza sem conteúdo é nula! 

Português básico, sabe como é?! O "cala a boca e beija logo" não passa de desejo, e passa! Que o português é uma língua complexa ninguém pode negar - o analfabetismo poliglota prefiro “escantear” nesse momento -, porém o mínimo de cultura, de instrução, de esforço, já diferencia bastante abreviações, gírias virtuais ou locais, pequenos deslizes ou desatenção, da falta de conhecimento latente e agressões auditivas.

Não falo de se exibir em áreas específicas ou distintas, pessoas assim são chatas, cansativas e sem graça. Não falo de decorar frases - inclusive sua escrita - e perder a autenticidade. Apenas reafirmo o senso afrodisíaco da inteligência, aquela coisinha que trás interesse ao diálogo para que se torne duradouro, curioso, saudável e equilibrado. 

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