28.3.12

Sentimento na bandeja.

"Tudo está guardado na mente,
 o que você quer nem sempre condiz
 com o que o outro sente." (Crioulo)

 Um casal fofo. Embora não tenham se apresentado como casal, era isso que eles pareciam. Mas ela tava apresentando "amigas" para ele, produção?! E o que senti foi uma pontadinha de compaixão, sabe?! Nos olhinhos dela eu via que aquilo não era só amizade, a circunstância era sofriiiida... Ela colocava na bandeja aquilo que queria guardadinho e privado.

É complicado essa história de tratar como "mais um" aqueles que são extremamente especiais para nós! Pior que muitos de nós já passamos por isso: de "armar" com alguém por quem ele demonstrou interesse, de "dar um toque" no cara pra ver se ele chega junto dela, de dar conselho positivo quando quer jogar água na história. Por mais que a gente pense que não, no fundo sabe... sabe que quem está por dentro não é comum, igualzinho a qualquer um que passa, não se encontra em qualquer esquina, que é raro, é especial, mas não sei por que tipo de irônia, a gente abre mão. Por amar demais? Por esperar que venha por vontade própria? Por independência, por orgulho, por timidez...?!

Ela era uma menina linda, simpática e certamente vários caras disponíveis alí - até o "amigo" - perceberam isso. O fato é que nenhum outro interessaria ou conseguiria ocupar o lugar de seu "dono" - que também não tinha a coragem de investir em quem lhe dava a maior demonstração de amizade. Ela não se sentia na prateleira... E pode parecer idiota, não é?! A ideia da fidelidade ao pensamento, ao sentimento... ainda mais que permanecia oculto!  

Era como se de algum modo ela não acreditasse que era digna daquele garoto. Eles combinavam mesmo! E ela alí, vendo e apresentando todas as sem-gracinhas que enchiam a boca de água - como se avistassem frango na televisão de cachorro - ao se aproximarem do seu "amigo". Não tinham o histórico dela com ele, nem o carinho, nem a dedicação, nem nada que não fosse irrelevante ou encontrado em qualquer canto. Mas ela com tudo isso, ela tinha... medo! Medo. Medo de ser insuficiente?! Sem saber que não tinha como ser irrelevante para ele...

Parece e é mesmo insano. E eu sei que é só mais uma história que precisa de um incentivo, um empurrão do universo, dizendo: tenha coragem, adquira o que deve ser seu...- enquanto teima em agir como quem deixa ir se quiser, e acredita que volta se tiver que ser. (E se o empurrão do caso tiver que sair daqui, que ela leeia!)

Eu sei, sei que tantas vezes a gente quer é dizer: não vá, eu quero você, eu gosto de você, você é a minha metade, você me completa, eu quero que você venha...- mas a gente morre de medo, medo da possibilidade de amar mais que ser amado, de sofrer, de ser mau interpretado. Mas será mesmo que o sentimento só pode ser possível em uma realidade alternativa?!

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