21.6.12

Au, au.


Eu acredito que Deus tem um cuidado especial com os animais, talvez por isso o nosso "doentinho" veio alegrar nossos dias. Não falta carinho, cuidado e atenção para cuidar dessa criaturinha albina e que agora nos faz sofrer junto na adaptação ao glaucoma. Não poderia ser diferente! Não tem coisa que me tira mais do sério que o maltrato aos animais (ARC BRASIL e Pro-Cães - sites que lutam a favor dos bichinhos), sou daquelas que denuncia mesmo (Ligue 181), ao meu então...


A princípio eu nem queria outro cachorro, porque a perda de um desses membros da família já tinha me deixado um trauma anterior. Mas não consigo, realmente, não consigo não me apegar com uma porção enorme de amor a essas criaturinhas que tem minha preferência desde a infância - já tive pintinhos: um rosa e um verde; os passarinhos que caiam e ajudava a se recuperar para desespero de minha mãe que temia doença de pardal; coelhinhos: Nescau e Quick que tiveram até batizado; Os jegues, cavalos, mulas... qualquer quadrúpede que habitava a fazenda do meu avô arrepiava a crina quando prensentia férias; não só tomei leite de vaca como carreira; por falar em carreira, meu lado buliçoso incentivou carreiras recíprocas de pato, ganso, saqué, pavão, pombo;  alimentava peixes no tanque e consigo passar horas nadando com eles em aquários; odeio a sensação de proximidade distante que causa um zoológico e por ser pouco medrosa, já segurei animais excêntricos como cobra, ouriço, sapo, caravela, minhoca; admirava os "passeios cumprimentativos" das trabalhadoras formiguinhas; compartilhava até os animaizinhos dos visinhos de forma menos trabalhosa, claro, a saudosa desaparecida tartaruga Durvalina, o bagunceiro e falador papagaio Bruno Ludtke... nenhum me atrai e me deixa tão louca e boba como cachorro!

Milly, uma poodle preta, fofa e muito nanica, foi nossa primeira experiência à jato. À jato porque eu e meu irmão sempre fomos alérgicos e pequenos, não bastava teimosia para criar, era preciso cuidado e dedicação, que, se confrontando com a ocupação e preocupação da nossa mãe e o consentimento com pouco envolvimento do meu pai, permitiram que nossa alegria durasse apenas algumas semanas.


Crescemos, e especialmente eu, peguei ar e cheguei em casa com uma exigência quase ordem: Quero um cachorro para cuidar. Talvez só pela soberba, Dhara, minha 'principa' e verdadeiramente um cãozinho, me deu o trabalho do mundo todo. Do mundo todo mesmo... de acordar cedo para me livrar de seus trabalhinhos mal ou bem feitos, de fugir e aparecer a coisa mais suja da face da terra para tomarmos banhos juntas - sim, porque não conseguia apenas dar banho nela -, de consumir sapatos, roupas, plantas e afins que apareciam na frente, de ter que caminhar (e quem me conhece sabe que eu detesto), e ser uma especialista em caça e roubo... a qualquer tipo de ave ou fruta na fruteira da cozinha. Own Deus, o maior trabalho que ela me deu foi a aceitação de vê-la partir com câncer de útero sem ao menos ter ficado com um de seus 9 filhotinhos que cuidamos até os 2 meses de idade.

Tyller "Sousa Araujo" é um gato de lindo desde quando veio bolotinha no meu colo para casa, querendo amolar os dentinhos nos meus dedos. O cachorro mais bonzinho, preguiçoso, amigável e carentinho que eu conheço. Não cisma nem com criança! Bem parecidinho com Willy, namorado de Dhara, sempre muito requisitado para auxiliar nos resgates de fuga por morar bem ao lado, no quintal visinho e com donos amigos. Mas Tyller é único, grandão, pode até assustar pelo tamanho, mas nunca decepciona quem está disposto a levar uma bela lambida ou o mais pesado dos abraços. Akita novamente, não mais japonês, mas americano, acho que estamos expert na raça, até porque, na criação dos dois enfrentamos problemas relativamente sérios, regado a veterinários, investimento afetivo e financeiro pelo meio.

 O molequinho fez 3 aninhos no último dia 19 e eu não consegui deixar de expor todo meu amor, aproveitando para apelar para que cuidem dos seus bichinhos e adotem essas criaturinhas, pois são os lindinhos independentes e mais fiéis que você poderá conviver na vida. Eu garanto que  nenhuma sessão da tarde, nem o Beethoven, Marley e Eu ou Sempre ao Seu Lado vão conseguir transmitir a experiência emocionante a cada dia e nova lição...

"Para um cão,você não precisa de carrões,de grandes casas ou roupas de marca. Símbolos de status não significavam nada para ele. Um graveto já está ótimo. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Dê seu coração a ele, e ele lhe dara o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?" (Marley e Eu)

E por não ter medo de dentada, me aproximar e envergar para acarinhar sempre e sem discriminação, polpar somente a boca das lambidas mais carinhosas e nojentinhas dos peludinhos, um belíssimo comercial da empresa que junto comigo comemora o dia 4 de outubro (dia do cão): Pedigree!



2 Comentários:

  1. Liiindo teexto ! Animais transmitem uma pureza e amor que muitas vezes nenhum ser humano é capaz .
    #quasechoro(quaaaaase)

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  2. uhauhauhahu, um dia chego ao estágio de fazer chorar. Mas animais tornam o mundo bem melhor pelo tanto de bons sentimentos e ensinamentos que trazem para quem convive - isso é fato! :D

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