18.7.12

Obscenidade do amor



Antes eu costumava pedir aos queridos que não dessem margem ao meu ciúme, hoje eu nem cogito falar para não abrir brecha a mim mesma de cometer este delito. Parecem bobagenzinha, mas se permitirmos, uma hora estaremos com ciúme até de sombras. Evito mesmo! Até ler algumas atualizações que o Face esfrega na nossa cara parecendo provocação do destino...

Porque estou falando isso? Cuidado e demonstração de afeto, saudade e afins é uma coisa... Ciúme é uma doença, a parte obscena  do amor, sabe?! Aquilo que não sai da cabeça e manipula todos os teus atos?! É tipo, o lado pornô da lealdade ou a paixão às avessas. É antes de qualquer coisa, a forma mais eficiente de nos deixar instáveis, inseguros e vulneráveis. Pra quem pensa que é uma forma de proteger o amor, o relacionamento, alguém... se engana, porque o sufoco pode acabar com tudo:

- Gostaria de voltar no tempo e retomar tudo do dia em que ela pôs um fim. Ela pôs um fim no mesmo lugar em que demos o primeiro beijo. Enfrentamos desavenças, mas resgatamos a paixão do primeiro olhar por diversas vezes, conseguíamos manter funcionando. Até que o drama escolheu a face distorcida do ciúme pra estragar o romance. 

Meu amiguinho tinha ciúme do Zezinho da padaria, do Augustinho da farmácia, do Leozinho colega de classe, Marquinhos primo de segundo grau... para ele, todos poderiam ser "Ricardão" - amante para os íntimos, a personificação do diabo que acaba a confiança para tantos.

Bastava ele saber que outro homem participava da vida dela, que ficava desconcertado, louco, enfurecido. Ele nunca foi violento, mas não era do tipo que corria de uma briga, mesmo que o rival tivesse dois metros de largura x altura calçando 44... Meu amigo conseguiu perverter até uma qualidade: quando gostava de alguém era transparente, daquele que não tinha vergonha de demonstrar sentimentos, sabe?!

Nisso, minha gente, aparece Philipe, o "cara pinta" que malhava na mesma academia que ela. Meu amigo pira! Saber que Philipe habitava os mesmos ambientes que ela, parecia uma espécie de insulto e provocação, mesmo que o pobre não tivesse noção disso. E como a desconfiança tem um fedor que chama urubu, não é verdade?! Chegaram aos seus ouvidos boatos de que Philipe tinha trocado de horário só para acompanhar a "pequena" do meu amigo. Ahh, não prestou não, viu?! Parecia que um pedaço de espelho tinha se partido em mil abaixo de seus pés. Sossego saiu da sua lista de palavras significantes. Era como se tudo que ele fizesse fosse desculpa para ela se atirar nos braços de Philipe, só para lhe ver desmoronar e sofrer e... era amor, sabe!? Não desconfio que ele seria capaz de fazer uma loucura assassina por ela ou cometer um suicídio... isso me assustava!

A namoradinha do meu amigo não era boba nem nada. Sempre teve um perfil provocativo e tinha estilo pra provocar. A bonequinha tinha gestos suaves, cabelos loiros lambendo os ombros esguios, boquinha rosinha... o fato é que parecia tatuagem no coração do meu amigo. Sério! Vê-lo sem ela era como se ele tivesse perdido um órgão vital. Ele era totalmente fiel!

Mas é claro que sob essas circunstâncias, mais cedo ou mais tarde viria aquela fight de ciúme descabido, não é!? Ela convocou pra conversa. Ahhh, conversa! Aquela que se fala e fala e não se chega à conclusão alguma! Até um momento definitivo:

- Ela falou que não entendia porque não tinha me traído com o Philipe, nem o Zezinho, Augustinho, Leozinho, Marquinhos, todos os nomes que minha mente processava antes de dormir.

Pelo visto, ela definiu a sentença que ele merecia com seu ciúme. Era um desaforo com sensação de vingança, repúdio, glória. Ráá, meu amigo disse que nunca tinha tido antes a vontade de "dar uma broca" em uma mulher, e chegou a erguer a mão mesmo. Agora imagine meus olhinhos ouvindo essa história de ação?! Nesse momento estavam ar-re-ga-la-dos. - E aí!? - Perguntei ansiosa. Ele falou que ela segurou a mão dele no ar e com um olhar penetrante esfaqueou com palavras: Mandou que pela primeira vez ele fosse homem, pelo menos para batê-la.

Eita GOD! Meu amigo, que aprendeu a lição da forma mais dura e crua, vai me desculpar, mas que "pequena" que naada! Ela estava enorme! Cheeia de atitude e até coragem demais da conta. Não perdeu a provocação, claro. Nunca mais brigaram, nunca!

Ps.: Todos os nomes são fictícios. Não queria ter que usar Harry, Hermione e Rony além da imagem. A bruxaria fica só no ciúme, #sacomé!? :B

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