1.8.12

Se

Porque nós dois sabíamos que se ficássemos juntos de verdade teríamos que decidir alguma coisa... - ao menos em minha cabeça tinhamos uma espécie de namoro subtendido - fugimos os dois. Eu acho! Ele mais que eu. Pra longe. Eu sei que foi fuga! Depois  foi gelando. Outras pessoas penetrando, influenciando, capitando... Ele continua lá e eu aqui. Nos encontros permaneciamos à distância... O tempo passando e os sentimentos, existentes, (se) passavam. O fato é que (se) ele tivesse me confessado algum interesse menos físico, aberto alguma brecha mais pessoal, eu pagaria qualquer preço. O fato é que (se) eu tivesse sinalizado, baixado minha guarda, ele poderia ter (se) arriscado. Me mudaria pra Vênus (se) ele demonstrasse querer. Não posso afirmar por ele, mas, (se) por acaso, tiver outra oportunidade com esse tipozinho de conexão, prometo: pego logo um foguete! Porque não existe nada pior que um "se".

"Você é a minha cura se é que alguém tem cura.
Você quer que eu cometa uma loucura?
Se você me quer, cometa!" 
(Zeca Baleiro)


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