26.9.12

Adiar a felicidade

[...]
- Como você está?
- rs, com ressaca de um filme que me confrontou bastante...irônia é que justo você me perguntar como eu tô agora...
- Que filme?
     irônia, porque?
- Posso não responder? pensei alto e nem devia ter falado. :$ O filme é 'One Day (Um dia)', já assistiu?

[...]





Bobiinha, #ParaTudo!, conversa de bate-papo à parte, o que ficou na cabeça da menina da situação acima foi a falta de coragem para, mesmo depois de assistir o filme, não aproveitar a lição ou mesmo utilizá-lo como oportunidade para adiantar a chance de ser feliz uma vez que o destino conspirou para que justo sua paixãozinha puxasse conversa...

Não sei quantos já assistiram, mas os que já se deliciaram no filme de 2009, obra de David Nicholls, uma produção toda fofa, bem retrôzinha, agradável de ver o trabalho de Anne Hathaway (Emma) e do Jim Sturgees (Dexter), sabe o quão poderoso ele pode ser no debate de amores calados ou mesmo adiados. As vezes deixamos para depois, aceitamos pequenos empecilhos, aceitamos interferências, deixamos o tempo passar, anos... e quando nos reencontramos, ainda com a possibilidade de não acontecer, pode não ser tarde, mas durar pouco.

Eu acredito muito que devemos correr riscos a fim de fazer permanecer o mais próximo possível em nossas vidas àqueles que fazem dela mais feliz, que conseguem nos transformar para melhor sem ao menos exigir isso, aquelas que fazem o coração listar motivos para querer encontrar muito mais que uma vez por ano... acredito no valor imensurável e insubstituível dessas pessoas.

Mas a vida não é simples mesmo! Se a gente encontrasse essa pessoa e ela fosse selada, enviada e decretada em nossa vida, ótimo... mas estamos em período difícil para os amantes, tempos em que sentimentos são guardados, disfarçados, calados, sufocados, silenciados, precavidos, amedrontados, postergados e distanciados... Tempos em que o orgulho fala alto e as prioridades têm preço muito mais que valores... que por sinal, pode ser transviados para aparências e superficialidades, beleza física muito mais que intelectual. Vivemos tempos de loucos amores, já cantava Charlie Brown Jr., e os que sabem não só o que querem, mas a quem querem, devem perpetuar a felicidade, assim ó: mesmo... com unhas, dentes e toda persistência que houver, o quanto antes.

No livro O Silêncio dos Amantes a Lya Luft diz que ser humano, com toda miséria e grandeza que isso significa, não é apenas desejar consolo e esperança, mas também abrir os olhos e enxergar além disso, sem perder a alegria. Amém?! Rumo a felicidade, gente...

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