18.11.12

Me entregando

 Não é uma coisa bonitinha, equilibradinha, gostosinha e eu bem sei! Há descobertas não tão agradáveis, impasses, dor e vestígios de angústia. Angústia de quem perde o vazio que tinha, algo como a liberdade que ama, partes do que foi concreto. Pode ser comparado com os auges das tragédias - maremotos, terremotos, furações... mas sei lá, é isso que eu quero, deseeejo! E não vejo senso em tentar me proteger desse revolução de sentimentos.

E o que é senso para quem ama? Eu amo! Te amo. Amo de uma forma que dá vontade de correr quando me defronto com a certeza da existência desse amor. Mas sem pestanejar, correria pro teu lado, pro teu colo, pro teu meio...

Acho graça da idealização que construimos a vida toda de viver um amor que traga felicidade sublime. Isso é tão surreal que a gente não consegue conceber o amor sem o medo de não ser amado de volta, de ser traído, de não ser o suficiente, de ser excesso ou abandonado. A gente bocoita o amor pela ideia de que ele tem que ser aquele trem bonitinho, equilibradinho, gostosinho, bem previsívelzinho, encaixavelzinho, comodozinho, convenientezinho, reciprocozinho, curativozinho e o que mais de perfeitinho e inho houver. A gente nem cogita que o amor pode precisar de esforcinho ou ser pequenininho, precisa ser regadozinho, menos avaçaladorzinho...

Mas nesse vendaval ele continua aqui e eu não quero jogar. Pior, nunca soube. Nada de flertes rasgados, cortejos forçados, cortes de vínculo com intuito de proteção. Nada de viver querendo não saber o nome nem o endereço de outros homens por ter a certeza do nome e do sobrenome de quem eu quero sem ter que ser guiada por gps para chegar onde quero fixar meu peito.

Porque a melhor sensação dos dias é sentir teu cheiro, ouvir tua voz ou só te ver calado mesmo, com pensamento distante, tentando adivinhar o que estás pensando. Poder te sentir e não ter dúvidas de que aquilo é amor, é, amor... dá sentido aos meus dias!

E nada, ninguém, nunca, não dá, não explica... nada alcança isso, você, que não é meu motivo de viver, mas valoriza um tanto a minha vida.

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