4.11.12

"Na primeira manhã que te perdi..."

Um dos maiores erros da minha vida foi te perder. Eu sabia que ia te perder. Eu sentia que estava te perdendo. E eu presentia o quanto isso iria me perseguir e doer. Mas eu te perdi. Por vezes me esforcei para acreditar que o que é pra ser nosso nos alcança... talvez quando estivesse viúvo. Mas e até lá? E se não? Talvez isso seja mórbido, frio... Isso não é banal, entende? Não é! Porque tive que replanejar toda vida que construria ao teu lado. Cuidar de cada túmulo onde enterrei sonhos. Arranjar espaço dentro de mim para guardar cuidadosamente o que nunca deixaria o tempo corroer. Você me entende? Talvez nem queira. Não se importe. Porque eu fingi não me importar. Porque eu queria de uma forma que não aconteceu - queria naturalmente. Porque eu não fui extraordinária a ponto de não me deixar perder. Porque eu não tive humildade de arriscar ganhar ou entender o porque te perder. Te deixei partir por vontade própria sem lutar para merecer. Eu lutaria por você. É, lutaria e talvez eu não quis acreditar que poderia vencer. Para quê? viver em volta do princípio, da causa de onde tudo começou? Da causa de ter escolhido estar hoje na solidão que me restou? Eu escolhi... escolhi temer qualquer aproximação que cogitasse perder. Qualquer aproximação que não fosse você. Eu escolhi, deixar minha vida correr pela escolha maldita de te perder. Me resta me perder a cada dia que reencontro amigos em comum e sei de você, me resta a dúvida que em celebração fúnebre me acorda a cada dia lembrando que na minha vida há um "poderia ser"...

"... acordei mais cansado que sozinho."
(Alceu Valença)

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