24.2.13

Permissão para machucar



“É de minha responsabilidade não ficar triste, não deixar ninguém me magoar, não deixar que nada de ruim me aconteça.” (Martha Medeiros)

Foi acenando com um sorriso para alguém que me machucou e, por alguma ironia, continuava me cumprimentando com um apelido íntimo, que me dei conta que toda mágoa que sofremos provém do um "vale" que distribuímos. Mas o poder de superar está dentro de nós! Cumprimentá-lo não me doeu, não me lembrou de nada, não me abalou... foi só... indiferente!

Colocamos nas mãos de algumas pessoas o poder de nos atingir, nos atordoar, nos machucar. As pessoas aproveitam brechas - as brechas que abrimos para aqueles em que depositamos mais sentimentos, maiores expectativas -, mas só nos machucam até onde permitimos. É como uma doença que pode ter cura, pode ser diagnosticada enquanto há tempo... do contrário, se alastra, mata aos poucos, vai ao pó...

Eu sou plenamente a favor do perdão e, sim, acredito que todas as pessoas têm seus motivos, suas realidades, suas perspectivas e nem sempre erram querendo errar... Mas não tenho esclerose e sei que confiança não se reconstrói sem esquecimento.

"Aqueles que não se lembram do passado, estão condenados a repeti-lo. Mas aqueles que se recusam a esquecer o passado, estão condenados a revivê-lo." (Revenge)

 Se encontrarmos um meio termo entre o esquecer o que passou e o viver remoendo a amargura do acontecimento, conseguiremos seguir nossa vida por uma estrada que não é a do auto-martírio, espécie de vingança própria, que mata a alma e envenena com sintomas de lembranças, traumas, apreensões, sobressaltos, distanciamentos, concentrações...

Apenas uma experiência e nada de "vale" mais.




2 Comentários:

  1. Parabéns seus textos são otimos , adoro ler sempre que posso . bjs

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