13.2.13

Show de bunda...



 Eu sei que é um tema 'batido' (embora continue bem empinado) e que pode soar como recalque, mas o carnaval é uma surra de bunda tão grande que insisto em 'bater' até furar as "cabeças duras" que não se convertem. Eu aguardo, espero, anseio pelo tempo em que a sociedade se dará conta de que nenhum benefício ético e moral se encontra nesse tipo de prazer, porque convenhamos, não se trata de admirar a nudez, a beleza do corpo feminino, a arte... se trata de exibição, exposição, vulgarização!

Hoje, para completar, me deparei com essa charge, rs... Eu tento rir pra não levar a sério, porque não é possível! Mais que achar legal a expressão “menina que encanta pela cabeça e não pela bunda” sou adepta das mulheres que vivem isso. Nem melão, nem comissão, nem bundão, tanto “ão”... o que falta mesmo é cabeção!

Quando nós mulheres nos arrumamos, deve ser a fim de se sentir bem, mas o instinto de "sedução" ultimamente está pagando peitinho, calcinha (na melhor das hipóteses), vergonha alheia e cada vez alcança as mais novas gerações.

Confesso que realmente me incomodo se utilizam gostosa deliberadamente como elogio. Tenho medo do futuro das crianças que pequeninas e inocentes são incentivadas a rebolar até o chão, pelos mesmos pais que sofrerão no futuro. Não estou acima de nenhuma daquelas mulheres, muitas delas belíssimas sim, mas será que elas, que as vezes até têm filhos, pensam em quando as crianças quiserem se inspirar naquilo pra "ser quando crescer"?!

Minha cabeça costuma comandar todos os membros do meu corpo. Pernas, seios, nádegas, permanecem ocupando a função que biologicamente têm que ter. Do cérebro deriva o equilíbrio pra cuidar da minha saúde, até mesmo acariciar minha vaidade, sem deixar de saber acima do pescoço está o que vai sempre aparecer na foto 3/4 do meu documento e me empregar sem ‘desculpas’ ou 'explicações'. Ah, e sabedoria, meus conhecimento, o tempo, ele não vai fazer 'despencar'.

É bonito? Mostra! Mas tenha cautela porque nem sempre a beleza combina com vulgaridade. A curiosidade é um ótimo método de valorização do que você fez questão de tapar. Me parece que tem muita bunda pra pouca estima nessa época - como se de alguma forma as bundas durinhas ao batuque do samba precisassem de autoafirmação. Nessa onda de culto a carne, ao profano, muita coisa construída pelo tempo desce pelo ralo.
 
Cara, se a desculpa descarada for dinheiro, não vale tudo, porque caráter e personalidade em tempo algum tiveram preço. O trabalho, meio de subsistência digno, que costumava provir do "suor", deve ser apreciável, satisfazer sim, mas dar possibilidade de evoluir profissionalmente. Ainda não consigo conceber que, não por extrema necessidade, o corpo se torne instrumento de trabalho, lucro, venda - e por temporada?!

As mulheres devem ser autênticas, seguras, mas o interesse principal deve ser em crescer, transparecer, abrir horizontes, se tornar independente, não se maltratar! Só vale atrair o interesse de quem é realmente interessante, alguém que utiliza um estereótipo como forma de escolher nos torna objetos de forma tamanha que não merece atenção. Cuidado ‘bailarina’, te contar que inteligência é afrodisíaco, tenta ser, valorize as curvas do teu cérebro!

Ainda que os  "apetrechos" consigam fisgar "bons partidos", estes entram na negociação ciente no jogo de interesses e nada os impedem de trocar o produto quando enjoar. Você em casa, no shopping, no bar, na Sapucaí...sei lá, e ele procurando pela rua quem compreenda e discuta o assunto que ele puxar. Não podia esquecer essa espécie de macho com conduta de aproveitar e dar ibope a tudo que está disponível no mercado...

Não se enganem, as rainhas perdem as majestades e as que vivem de fantasias mais rápido entram em depreciação.

As nádegas não têm nada a declarar, já dizia o pensador!



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