6.3.13

Capitalismo entranhado



As mulheres já não podem se encantar com as aparências porque mais que nunca o ser hetero engana: "Avistei ele, lindo de doer. PRE-SEN-ÇA! Estacionou lá um Renault-1.6-prata. Depois fiquei sabendo que tinha 26 anos, doutorado, trabalhava em não sei quantas instituições de ensino...e falou que tinha um bafão pra contar: triste descoberta de uma concorrência sem páreo!"

É, é triste compartilhar essas frustrações tão decorrentes nas vidas femininas pós-modernas. Mais triste é a concepção masculina do relato: "Como pode? Antes mesmo de saber do homem, saber todas as características do carro?! Ele é lindo porque tem carro...e eu que ando a pé estou fazendo o que aqui?!"

Tive que rir porque o detalhamento que minha amiga fez ao carro foi realmente criterioso, mas a observação dele se estagna no fato de que do carro poderia sair uma mulher, então a atenção pertenceu realmente ao gatinho, não é?! #CARANAPOEIRA

Papo vai, papo vem... ninguém sai e chega alguém. Alguém feminino que diga-se de passagem se aventurou numa área "enricante". E é apresentada dessa forma: "Uma futura engenheira e rica".

Gente, não adianta dizer que deixou as características e reais qualidades internas para serem descobertas; Estimulou-se o interesse e pronto! Talvez se tenha esquecido que ainda há fundo no orgulho masculino a falta de interesse por contas superiores que as suas né?! Mas o que fica nítido é que estamos muitas vezes assimilando o designo mercenária que cederam às mulheres.

O capital pode estar entranhado, mas não é ele que move carros, diplomas e possibilidades... afinal entre a opção e a química da questão, há muito mais para saber além de uma mera continha cifrada!

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