7.4.13

Stereo necessidade pertubadora



Homens ou mulheres, tanto faz, pega bem e em stereo a necessidade de buscar o amor. Eu devo ser mais uma vez a do contra que sente falta daqueles períodos em que o coração tira folga, um tempinho pra descanso, indeterminadamente vazio. Peço que não me levem a cruz como a feminista rebelde, estéril de noção e sentimentos, mas talvez meu coração, a contra-gosto e queima-roupa, nunca teve momentos de paz e sorte desde que resolveu ter mais que a utilidade cabível.

É que eu sinceramente gosto de quando os ruídos são acasos, à porta qualquer um que bater será inesperado, bilhetes voam como lembretes de algo que tenho a fazer. Nesses tempos, o coração não parece invadido por refugiado qualquer, abrigo para recuperação, espécie de Madre Tereza, doadora de vestígios vitais da individualidade. O ritmo constante e nada alucinado e incontrolável é um rumo. Depois de um amor verdadeiro ao passo que surreal demais, é fácil se apegar a possibilidade de juntar os pedaços fragmentados de nós mesmos!

Não determino o tempo verbal para o amor que te dediquei. Não me sinto livre de teus fantasmas nas maiorias das cenas que tenho que contracenar. Sei que fomos migalhas mal resolvidas, inúmeras desculpas inventadas, momentos não compartilhados, sequer lembrados, e minhas dores a curar disfarçadamente. Talvez devia ter esquentado o motor e acertado os ponteiros a mais tempo, ter prazer em seguir viagem. Mas quis dar o voto de confiança ao que tinha de especial naquilo que sentia e me moldava diariamente, mas contei com a tua coragem noturna de tão turva, rs... Talvez não soubemos espantar o medo escondida nos cantos, mesmo que tenha me esticado o máximo para alcançar a tua percepção de que estava inteiramente na tua. Em vão e sem sinalização. Talvez não tenha sido tão clara quanto tua falta de questão de alimentar minha enganação. Foi rejeitada a tentativa de me fazer tua por mais tempo, um tempo firme, uma situação palpável a ponto de ser refletir amor para quem visse de fora.

Estou olhando pastas de fotografia e mesmo aqui não tivemos privacidade. Não me permiti desfazer delas. Não me permiti sentir tua partida depois de tantas visitas. Não me permiti dizer que a saudade para você tinha um tom anormal. Não me permiti registrar tantos fatos de uma história nada linear.

Parece que não espero tua volta apesar de ser tudo que mais queria para continuar acreditando em um futuro compartilhado. Parece que não tenho certeza de reencontros futuros, mas espero ao menos que teus fragmentos em mim se acomodem da forma menos pertubadora que possa.


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