22.5.13

Eu e o Nicholas...

Minha paixão pela forma como o Nicholas Sparks acredita no amor e transmite em escrita não vem de hoje. Ele tem uma convicção para falar dos sentimentos, da reconstrução da vida,  uma naturalidade para lidar com a morte, atenção à aspectos das relações humanas, valoriza como poucos os ambientes naturais, cenas chuvosas, aquáticas, à canoagem, fora o apego às boas e velhas cartas, não é?! É um conjunto, tudo, cada pequeno detalhe que me encanta e faz crer que é possível, ainda é possível o amor  - seja avassalador, maduro, familiar ou incosequente.

Assistindo ao filme Um Porto Seguro tive a ideia fixa de escrever a respeito e não me contive, como tudo que é acumulado, resolvi ir além desse filme em específico. Dentre os livros do autor que foram adaptados ao cinema, tem Um amor para recordar, filme que permaneceu por muito tempo como resposta compulsória à questão "seu filme preferido". Eu sei que não a única que simpatiza com o autor, e pensando nisso procurei detalhes dele, curiosidades para compartilhá-lo mais a fundo, e...

Eu e o Nicholas temos muito em comum, uma dessas coisas é a data de aniversário - Pois é, ele nasceu em 31 de dezembro alguns anos antes de mim, em 65! Talvez como bons capricornianos, demoramos a confiar, mas quando acontece, somos os amantes mais leais dentre os humanos que acreditam no amor, rs... Ele nasceu em Nebraska, viveu a sua juventude na Califórnia e vive atualmente na Carolina do Norte com a família - talvez um dia venhamos a nos encontrar para tomar um chá no pôr do sol, compartilhar esperiências e um tanto de afinidades. O Nicholas é meio excêntrico, muito dinâmico, e talvez venha daí nossa aproximação... embora tenha sido empedido por um acidente grave de realizar o sonho de ser atleta de alta competição, é formado em Economia e enquanto trabalhava como delegado de informação médica começou a escrever como hobbie. E que santo hobbie que me alcançou, ganhou o mundo através do olhar visionário da agente literária Theresa Park que vendeu os direitos do primeiro romance a Warner Books. Aí vinha O diário de uma Paixão...

Sempre muito bem produzido no que diz respeito a trilhas sonoras e astros selecionados, aí vai um resuminho geral de filmes de peso que assisti e sou fã:



O diário de uma paixão, escrito em 1996 alcançou a telinha em 2004. Para mim, clássico dos clássicos de romances, é a melhor demonstração de que o amor é mesmo aquela chama que pode ser apagada pelo tempo ou, quando real, é alastrada pela distância. Esse foi um filme que precisei reassistir, e reassistir fatoriado, como se quisesse que fosse diário em minha vida também. Sou apaixonada por Noah e Allie, apaixonada pelo amor de verão que o destino separa deixando um vazio certeiro quando jovens  (Ryan Gosling e Rachel McAdams), e pela firmeza concreta que aquele sentimento alcançou para que chegassem juntos a bela idade (James Garner e Gena Rowlands) sem dúvidas de que do amor viria a força de superar as dificuldades impostas pelo desfalecer da saúde em um asilo... Eles são um, e nada nunca superará!

Uma carta de amor, escrito em 1998,  trás mais um jornalista com vida afetiva frustrada pra telinha em 99 - e eu torço pra ser excessão dessa causa! rs... Dessa vez a Theresa (Robin Wright), divorciada há três anos, que já não acredita no amor, viaja para passar férias com seu filho quando encontra em uma caminhada pela praia uma garrafa que tem dentro uma carta de sincero adeus destinada à "minha querida Catherine". E como uma carta pode ser poderosa! A mensagem comove a jornalista que através de sua coluna no jornal acaba descobrindo o autor: Garrett (Kevin Costner), que justamente há três anos chora o amor perdido. Então, nunca é tarde para amar não é verdade?! Mesmo com traumas, dores, fantasmas do passado. Pelo amor a natureza toda conspira...

 E escrito em 99, não há quem não se apaixone por Jamie em Um amor para recordar (2002), mesmo que ela tenha prevenido o  Landon (Shane West) para não correr o risco. Estereotipados, a crente e o badboy, há quem assista e continue achando que não há mudanças quando se trata de amor? O amor nos transforma, sim, e marca, nos faz capazes das maiores e mais simples declarações, demonstração de carinho, de atenção, de coragem. O amor é bíblico, aquele que tudo espera, suporta e crê. São marcas eternas que a Mandy Moore não só encenou como deixou muito bem registrada através de sua voz... (vale rever o inesquecível clipe "Only Hope")
 

E 2008 trás pra gente todo o charme de Richard Gere em Noites de Tormenta, escrito em 2002. As vezes a gente precisa de fugas não é verdade? Porque é exatamente quando a gente tá cansado que o coração distrai e a sorte vem - é, eu adoro essa frase. Foi isso que aconteceu com os protagonistas,  Adrienne (Diane Lane) e Paul - ela fugindo dos conflitos com a filha crítica, o ex-marido saudoso e suplicante pelo seu retorno, ele com problemas de consciência. Numa pousada de cidadezinha no interior do país, com tempo prevendo louca tempestade, se encontram e reconhecem como refúgio um do outro. Uma história de final de semana capaz de mudar todo o rumo de duas vidas...


Escrito em 2007, Querido John (2010), são as palavras carinhosas utilizadas pela personagem da Amanda Seyfried (que mesmo não sendo Julieta já é totalmente vencilhada à cartas mesmo que esteja de capa vermelha, não é verdade!? rs...) - definitivamente esse não é o meu filme preferido, mas me encanta o romantismo intríseco das cartas capazes de quebrar corações e transformar vidas. John (Channing Tatum), um jovem rebelde,  licenciado do exército, conhece Savannah, uma universitária idealista em férias, descobrindo uma perspectiva apaixonante para sua vida. A atração é mútua e cresce de forma que Savannah promete esperá-lo concluir seus deveres militares. A partir daí, o início delicioso pode se tornar um fim possivelmente nefasto, mas que não deixa de ser uma possibilidade do mundo real que foge dos contos de fada - ninguém previa que os atentados de 11 de setembro fariam com que John tivesse que escolher entre seu país e seu amor por Savannah, tendo que se comunicar através de cartas diárias. O filme mostra que mesmo que não fiquemos com quem amamos em um momento x das nossas vidas pode-se recomeçar, porque o amor é eterno mesmo que  não nos prive de perdas, altos, baixos e mudanças bem distante do planejado.


Nunca o Zac Efron esteve tão lindo, com aspecto tão masculino e centrado como encenando o Logan em Um homem de sorte, escrito em 2008 e adaptado para o cinema em 2012. O ex-fuzileiro de guerra que voltou trazendo traumas e uma foto que lhe salvou caminha mais de 30 quilômetros por dia para encontrar Beth (Taylor Schilling), o anjo fotografado e com vida necessitando de um recomeço, que apesar de perder o irmão na guerra, seria o novo destino daquele homem extraordinário que busca encontrar sua "nova vida".  O final excepcional com a música The Story (Brandi Carlile), que adoro e por sinal foi muito bem interpretada pela Sara Ramirez na série Grey's Anatomy - nunca esquecerei!

E em A última música, escrito em 2009 e gravado em 2010, a gente tem tempo de desvencilhar a Miley Cyrus da Hannah Montana e ver a atriz brilhar. Lembro de um episódio marcante na segunda vez que assistir esse filme - sim, porque é de praxe que reassista todos os filmes do Nicholas, sendo a  primeira vez uma sessão solitária por questão lógica de concentração e intimidade comigo mesma -  estava com uma amiga com problemas com o pai, ela se emocionou com a história que foi um incentivo a mais para reconciliação. Já dá pra ver que na história de Ronnie o romance com oWill (Liam Hemsworth) só vem somar né?! Envolve a relação conturbada de adolescente de pais separados, que a partir do momento que se permite reconciliar com o pai (Greg Kinnear), que apesar dos erros cometidos no passado se revela um bom músico, professor e verdadeiro pai, percebe na pele os malefícios de ser julgada sem chance de demonstrar o melhor, se tornando uma adulta responsável e muito mais dócil pela força do amor.


Último assistido, Um porto seguro, escrito em 2010, recém saído do forno agora em 2013, talvez foi o que mais me surpreendeu com o mistério que envolve e por isso me faz tender demais para preferência. A história do Alex (Josh Duhamel), recém-viúvo de uma esposa morta por câncer, ótimo pai, dono de casa, coração mais lindo impossível, que encontra em Katie (Julianne Hough), uma fugitiva de um marido agressivo, novata  e discreta  na pequena cidade, a parceira ideal para reconstruir a vida. É a ideia de que se não deu certo de primeira seja lá por qual razão, há sempre uma oportunidade de ser feliz e se os empecílhos forem enfrentados de cara tendo ao lado alguém que apoia e compreende, quer fazer dar certo junto, sempre dá - nos momentos difíceis talvez o amor não seja o único, mas certamente o melhor refúgio!

Alguém mais vai esperar ansiosamente O Melhor de Mim (2011) previsto para 2014? Inham-inham...:B Inspiração na caneta Nicholas, sebo nas gravações produções, eu quero mais é muito mais romance na beleza dos sentimentos, das pessoas, deste mundo!


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