15.5.13

Seguir em frente, apenas.



O mundo vive requerendo uma exatidão que não existe, que nunca ninguém encontra sem margens, sem brechas, sem arestas, sem fé, sem teimosia, ponto de vista, controvérsias e questões especiais. Verdade x Mentira, Certo x Errado... e assim por diante. Adaptam essa "exigência" para todas as esferas da vida, como, por exemplo, os relacionamentos. Aí, é como se as coisas que não deram certo passassem automaticamente para o lado errado. E isso é uma espécie de blasfêmia, porque um dia deu certo sim, deu sim, mas acabou!

Aí tem gente que apaga/rasga foto, que queima cartões, joga fora presente, que risca o nome da agenda, exclui do Facebook, como se não houvessem lembranças, bons momentos vividos. Eu não concebo que aquilo que um dia foi chamado de "amor" seja transformado em raiva, rancor, qualquer outro sentimento inverso e impuro...isso é recalque. Foi amor, sabe?! Mesmo que tenha acabado vai ter sido um capítulo da história. O sentimento vai mudar com a chegada de novos dias, períodos... mas que seja uma lembrança leve, boa, porque não bonita?! Mas distante!

Tem aquele clichê no qual dizem: "leva-se anos para construir a confiança e segundos para destruí-la", nisso eu acredito! Acredito também que as vezes é involuntário se arrepender e ter que conviver com fardos da consciência se renovando a cada manhã, e disso as circunstâncias se encarregam se for preciso sentir. Mas tem gente que sofre por remoer, reviver, reconstruir cenas, gastar neurônios imaginando como as coisas poderiam ter sido diferentes, por escolher um caminho sem se responsabilizar pela escolha.

Não devemos nos fazer de vitima e inventar todas as desculpas existentes para justificar possíveis dores. Diante das dores, sejamos maduros emocionalmente: assumamos nossa tristeza sim, sem autopiedade e com humildade para seguir em frente, afinal, somente quem encara os fatos de frente consegue usufruir dos benefícios que chegam após tempestade. A gente se vê depois da chuva, sim! ;)

O que devemos entender é que em vez de sair por aí taxando o que é certo ou errado, verdade ou mentira, amor ou ódio, real ou invenção... o que temos é somente o agora para vivermos cada segundo intensamente, pois ele nunca mais vai se repetir. Desapegar do passado sim, mas buscando coisas novas para vida e não trancafiando por dentro o que passou com sentimentos ruins. Quando o novo chega a gente pode compreender a importância desse processo, porque o futuro é bom, a vida é boa, bela, e nós podemos ser o que quisermos se não ficarmos lametando dias perdidos na escuridão, sem um mínimo esforço para alcançar o interruptor e acender a luz.

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