19.6.13

Amigo pelo tempo que for...



Hoje é aniversário de um dos meus maiores presentes. É sim, a cada dia ele acha uma maneira mais linda-de-fofa-e-gostosa de manifestar sua amizade, sua fidelidade... de ser meu colo mais peludo e meus ouvidos mais atentos. Uma das criaturas mais amáveis, bondosas e preguiçosas que eu conheço e que sem dúvidas não troco por qualquer uma da minha espécie não.

 É aniversário do meu "príncipe liiindo" que herdou na certidão de nascimento também meus sobrenomes - entrou na família assim que nasceu, mesmo sendo de raça diferente: Tyller é um Akita. Ao longo desses 4 aninhos houveram muitas descobertas, uma delas é que ele é albino e requer uma atençãozinha especial a mais. Meu bebê doentinho sofreu um tanto, fazendo toda família sofrer por tabela, no tratamento da febre do carrapato que gerou glaucoma e, gradativamente, lhe levou a visão. No entanto, por mais difícil que foi e continua sendo esse processo, ele não deixou de ser nossa estimação preciosa e querida, que apronta e que trás inúmeras alegrias...

Algumas pessoas - e eu fico triste por ter que chamá-las assim e não de monstros - questionam investimento e qualquer esforço para salvar a vida de um animal de estimação. São desumanas a ponto de afirmar que "tanta criança passa fome" e deixam de pensar que um cachorro, um gato... são filhotes de outra espécie, que merece carinho, respeito e cuidado tanto quanto uma criança, quando são a opção escolhida para adoção. Controlo meu desprezo e ódio para rejeitar à essas pessoas somente minha pena e entendimento que nunca saberão de verdade o que é amor.

Aproveito a deixa para tratar de um assunto triste mas sério: a eutanásia em animais. A ciência médica veterinária tem evoluído e a taxa de vida dos nossos amiguinhos também: cachorros podem chegar a 18 anos e gatos a 20. Legal né?! Mas como consequência disso, a possibilidade de desenvolverem doenças recorrentes da velhice é grande.

Se engana quem pensa que os animais também não sofrem de insuficiência renal ou parada cardíaca. Não precisou estar idosa para ter que sacrificar uma cadela com câncer, mal do século. Enfim, doenças nos animais são sérias, podem ser graves e tem que ser tratadas com devida atenção e cuidado como em qualquer ser vivente. Nada de deixar que "a natureza trata" não! Para quem pensa assim, um belo cumprimento das leis que se preocupam com o bem-estar dos animais não basta...

Lembro-me de ter manuseado uma edição da revista Veja que tratava do dilema ético e afetivo de sacrificar ou cuidar do animal de estimação até o fim dos bichinhos enfraquecidos por doenças. O processo aconselhável para a eutanásia no animal é a aplicação de anestésicos injetado em doses três vezes maiores e em seguida, cloreto de potássio para estimular o coração a parar de funcionar entre 25 a 30 minutos, sem que o animal sinta dor, morrendo de parada cardiorrespiratória. Por mais trágico que seja, só o fato de não sofrer já é um consolo. A reportagem inclusive indicava o livro "The Last Walk" (A última Caminhada), onde a autora Jéssica Pierce conta a história de como sacrificou seu labrador, abordando a eutanásia em vários aspectos...

Sinceramente, prefiro evitar pensar na forma como irei me separar do meu "branquelinho", e espero ainda tê-lo por muito tempo entre nós, garantindo parcelas de aprendizagem diária - ou por temporadas de recuperação de toda saudade acumulada, como é meu caso, ao ter que deixá-lo no lar enquanto moro em outra casa. No entanto, não desejo sacrificá-lo em vida, deixar sofrer até que não suporte mais... Eu não admito uma pessoa ver um bichinho passando mal e cruzar os braços, não quando há alternativas. Não sou do tipo de gente que abandona um querido na hora em que mais precisa, não por falta de paciência, investimentos, esforços... sou do tipo que enterra com cerimônia digna do valor que teve ou talvez, guarde as cinzas como lembrança da gratidão de ter tido a oportunidade de ter convivido com ele.


Mas hoje é só comemorar meu "bebezi gordinho"!


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