16.6.13

Seríamos, somos e seremos.




Eu senti teu coração, mas alguma coisa no compasso contínuo do meu indicava que não era nossa hora.

Você não estava ali, mas se tornou presente. Nos ambientes, nas conversas, conversas, tantas conversas.

Houve troca, de afinidades, de amigos, de colo, ao entrelaçar os dedos.

Enquanto brincávamos de ser de brinquedo um silêncio instantâneo permitiu que ouvisse meu coração e dessa vez batia forte, indicando que era chegada a hora de acontecermos.

Seríamos nós? seríamos nós apesar do passado e o tanto de questões que envolvia? seríamos nós apesar do nosso grau similar de falta de coragem? seríamos nós se já éramos e ainda assim conseguíamos passar despercebidos?

Seríamos na agonia que surgia em meu coração ao te dividir, na agonia ao te ver partir, na agonia em esperar por ti.

Seríamos no despertar do meu coração em cada lembrança tua, no vínculo de nos divertir conversando bobagem.

Seríamos no penteado que fazia para mexer nos teus cabelos querendo penetrar a tua cabeça, seriamos no puxão que recebi para que caindo um beijo fosse roubado, seríamos na cobrança matinal do que havia começado. Seríamos nos próximos finais de semana e quilométricos diálogos. Seríamos nas saídas que nos ladeava desde bancos de igreja a cadeiras de restaurantes.

Seríamos tudo que eu decretaria como será, mas alguma coisa no tempo te afastou de ser.

Seríamos e nada tira de mim a possibilidade de sermos, de que seremos eu e você assim, juntos, unos, razão e emoção, maturidade e infantilidades, o antigo e o atual de amar sem fim.

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