31.7.13

Reconciliação verdadeira


Os promotores de justiça conhecem e os juízes recordam barracos clássicos. Os terapeutas sabem e até os fisioterapeutas, um tanto. As amigas enjoam, a cachaça rega e até para faxineiras sobra o choramingo de pitanga...

Mais do que casamento e divórcio, namoro e ficada, a reconciliação veio para contrariar!

Uma espécie de amor autêntico convertido após revisão dos conceitos. É como se o amor estivesse bêbado e decidiu largar o álcool seriamente. Ou decretou: drogas nunca mais, e ninguém ouviu falar mais de vícios por ali.

Depois das férias, de uma temporada de perseguição e conversas distorcidas, lá vem ela, a reconciliação, pode ser propagada como O Retorno, A Volta...!

É o que sobra do amor depois das mentiras, sinceridades maldosas demais, depois da carência e quiçá dos tribunais.

É baixar a crista para aquelas promessas de infernizar a vida alheia, para aquelas disputas de guarda de cachorro, gato, piriquito, da tv e até crianças...rs. É o arrependimento que dá depois de ter afetado e enlouquecido os pais e amigos. São as conspirações do destino e o orgulho criando senso, perdendo as rédeas, colocando o rabo entre as pernas.

Talvez seja modinha, aquela que surgiu pelo stress cotidiano e imediatismo do sistema nervoso nada  controlado!

É um método todo trabalhado para aqueles que não conseguem se adaptar ao status de solteiro, de forma que muda a forma de chamar: passa a ser relação aberta, amizade colorida, 'Prato fixo'. O fato é que se envolvem com os ex-parceiros, como se os mesmos fossem novos.

O tempinho a sós elimina culpa e cobrança num só paredão. Nesse intervalo descobriram que só se indicavam por projeção e aquilo nem jogo era.

Talvez se deem tempo de provarem de outras frutas, outras espécies, de forma forçada, exagerada e até descabida, mas depois de passar um pouquinho de medo e rejeições, depois que não se adaptarem, aí sim, podem dizer que conhecem frustração.

Agora o sapo é protagonista do conto de fada e o príncipe só se veste mal, mas é dono do reino. Não existe princesa, mas certamente é a boa e velha bruxa quem trás a solução dos problemas.

É claro, agora não existem anjos ou demônios no best-seller. Se brincar, nem certo e errado, só ponto de vista, consenso e tudo volta a ser lindo...

Talvez tenha sido só para apimentar, sacudir, abalar e perceber que o amor continuava vivo e é só felicidade. A chance de continuar , com inovações vivendo inacabado não valeria a dose.

E que venha ele de volta mesmo, porque não é lencinho delicado nem pano de prato francês, mas enxuga as lágrimas e seca as louças direitinho, rs.

Ressabiar é o verbo que explica o controle do ciumento, a atenção do indiferente. Bandeirinha branca coloca nos eixos qualquer comportamento.

Engraçado é que agora o casal adota o que antes não passava de recomendação insistente. O que era crítica passa a ser conselho.

O gordinho emagreceu, a preguiçosa é companhia mais assídua na academia. E a bruteza, ahhh, está açucarada!

A saudade virou utensílio de sabedoria e o par percebe que é melhor ser entediante do que inexistente.

- Quer separar é? - É! E ninguém pensou nisso como uma preliminar de explosão da consciência. Foram logo pegando ar e levando a sério sem ressalvas...

Quanta soberba, escândalo, arrogância e drama pode conter num momentosinho assim?! Qualquer mera vírgula é intriga da oposição ou sementinha da discórdia.

- Eu sinto falta de você. - Acho que nos precipitamos... e todos os dois conseguem trilhar a mesma linha de pensamento de forma instintiva. Dão logo aquele aperto de mão (nos piores casos) e restabelecem o contrato sem qualquer impasse.

Quanta humilde, atenção, discrição e romance existe nessas marcas históricas hein?! São reticências que propõe esquecimentos, colos, juras e amores. O que sobra é o aperfeiçoamento da compreensão.

Quando consegue acontecer a reconciliação rompeu as barreiras da maturidade, tornou-se amor ressuscitado, que desistiu da guerra e foge da briga, não se importa com intrigas. É o diagnosticar o erro e remediar com perdão para envelhecer de mãos dadas até que a morte separe (ou não).

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