4.8.13

Possessividade.


Existem pessoas carentes, sim. Mas daí a ter um namorado e parecer intimamente carente é complicado, viu?!

Tenho um casal de amigos: Ele - raro e adorável. Ela - rara e as vezes força a barra #prontofalei. O fato é que estão às portas do altar, altos planos, mudanças e passos para realizá-los. É aquele período "pré-para" - em que se fazem orçamentos, onde será a cerimônia, festa ou não, pensam em detalhes de casa, onde morar...

Ele acabou de se formar, teve que mudar de cidade, começou a trabalhar, já abriu a poupança e tudo mais: demonstra interesse.

Ela também trabalha em uma cidade distante a que ele se encontra. Logo, aproveita cada oportunidade de estar perto por não aguentar mais a vida de interurbano.

Esses dias pensei que tinha acontecido uma tragédia. Soluços, mais soluços e o desabafo. Acreditam que ela entrou em crise porque em meio a todos os transtornos da vida dele, ela queria mais atenção?: "Ele não liga pra mim e quando liga conversa pouco..."

Ahhh, tenha santa paciência e um pouco mais de compreensão viu?! Eu não desejo que se separem porque eles se fazem muito bem, combinam como só eles. Desejo que ela amadureça a tempo de não saturar, que tenha senso de oportunidade para enxergar a necessidade de espaço, de ajuda, de apoio. Que perceba que o mundo não gira ao redor dela e tá mais que na hora dela se comportar como a parceira que é e quer estabelecer. Poxa, ele tá se adaptando a um novo local, novo emprego. De cobrança o mundo tá cheio!

Se ele liga pra ela? Claro e tanto que está encaminhando a realidade para que fiquem juntos. Se ele conversa pouco? Haverão dias em que ele não aguentará nem conversar por causa do cansaço, mas que ele durma e que seja a voz dela que ele deseje ouvir como canção de ninar.

Porque vocês já são e perpetuarão a doação um para o outro, mas isso não se trata de posse!

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