2.10.13

Histórias de amor #SQN



"Eu tenho necessidades físicas latentes e quando eu me relaciono com alguém meus princípios me instigam a ser fiel, reconhecendo isso e ciente das nossas circunstâncias, da nossa realidade, eu sei que não sou capaz... Mas você sabe que eu gosto muito de você, não sabe?! Você vai ser sempre muito importante pra mim, não quero nunca me afastar de você! Você sabe que eu te amo, né?!" (Sigilo de causa)

Eu me estremeci, juro! Isso foi a personificação do misto desistência/consolo/ enrolação. Isso foi algo que de um único ponto de vista pode ser cuidado/precaução, mas do lado de quem vê é cachorrada e barra limpa para o "quem sabe" que guarda o futuro.

Pouxan! Essa é o tipo da mensagem que dói né?! Digo, não deixemos que nossos cérebros sentimentais estimulem sensações de dor nesse momento. Respiremos, canalizemos energia, espantemos a tristeza, recuperemos o raciocínio e vamos "maturar"*...

O amor é prático, sim, é como um músculo que precisa ser exercitado senão atrofia. Não é algo que se guarda, ou posterga... Não existe amor que não deu certo, existe amor que não foi tratado. Para que exista amor existem tentativas, e só assim!

É nos contos de fadas que se dorme esperando o amor despertar. É nas ironias da vida que acontecem reencontro daqueles amantes que deixaram a oportunidade passar, reconstruíram suas vidas separados e enfim o universo conspira para que tenham uma segunda chance. É água morna que alimenta banho maria e em gente corre sangue quente, tenho dito!

Aquela de "tô casando mas o grande amor da minha vida é você" é bonito em música brega que é feita pra doer e não pensar. A vida é feita pra ser vivida e muito bem refletida... amor é aquele que quer te ver feliz e pra ver precisa estar perto, em sintonia... não desejar de longe, pensar como teria sido se talvez. Amor é do tipo que dá brecha à exclusividade, sabe?! Se por acaso receberes um convite de casamento assim, faça uma boa ação: tire uma foto e envie pra noiva (ou noivo), coitada! porque ninguém pratica o amor pleno e feliz pensando em outra - livre-a de uma frustração, porque isso é comodidade, utilidade, futilidade, qualquer coisa que não amor. Faça mais: tire uma foto do momento em que você queima o convite e envie como resposta...

Que o "convite" aqui seja entendido como metáfora. Queime as mensagens, as cartas, as palavras, as ilusões... deixe que  as cinzas que restam representem também as desculpas de um sentimento que tinha tudo para ser amor, mas sem coragem, preferiu ser lembrança.

Deixe que o tempo cure, que o vento leve, que o amor flui. E perpetue!

*exercício de maturidade adquirido por experiências, que podem não ser muito boas, nada boas, traumáticas até. :S






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