11.12.13

Benditas fases

Final de ano chegando e é involuntário, mais certo que o presente de Natal  são aquelas perguntinhas um tanto quanto incovenientes: "já tá trabalhando?", "e o namorado?", "quando virá meu netinho?". Então pra reunião de família: PREPARA!

"É normal" que quando você passa muito tempo dedicada aos estudos se espera um bom emprego. "É normal" que quando se passa dos vinte as pessoas procuram seus pares para a partir de então pensarem em uma vida a dois. "É normal" que se pense em filhos na constituição tradicional de uma família. "É normal"! E nem todo mundo é ou quer ser. As diferenças estão aí, elas existem de fato e fora das leis, rs.

Maior parte das cobranças já são suficientes quando são próprias, daí a serem reafirmadas anualmente por tias curiosas e nem tão próximas assim, não é mesmo? Calma, não precisa largar aquele desejado: "e quando a senhora vai cuidar da sua vida?". Sorria, simplesmente, e segue pro cômodo a frente, você nunca terá "jeito" mesmo e ela nunca vai te acompanhar!

 Desde o tempo da minha avó...

 Vivemos "predestinados" a passar por fases, concluir etapas (com sucesso ou não) não é de hoje. Quando evoluímos um nível, assim como joguinhos de videogame mesmo, já é hora de seguir em frente, automaticamente para o nível seguinte. Estagnar numa fase é no mínimo desconfiável. Desconfiam da capacidade, da eficiência, da qualificação, da lógica e até bons psicólogos indicarão. Só não desconfiam da autenticidade, da vontade própria, da excessão à regra, não é verdade?!

Já nascemos com obrigações. De crescer! Ir pra escola e progredir. Faculdade, bom trabalho, boa remuneração para ter uma boa casa, um bom carro, fazer boas viagens. Consiliar isso com vida pessoal. Conhecer alguém, se for "bom" namorar, noivar, casar, ter filhos...e toda a carreta de detalhes que carregam cada fase. E se acaso qualquer fase dessa seja postergada ou eliminada? Há logo aquela inquietação, aquele reboliço, aquele disse-me-disse, formação das dúvidas sociais avançadas que apitando com louvor nos ouvidos! As pessoas se acostumam até com prescipitações e adiantamentos, mas anulações jamais.


Já cantaram que ser diferente também é normal! haha
Se pra você, assim como pra mim, isso tudo não faz o menor sentido... estamos juntos no justo caminho da liberdade. Somos diferentes mesmo. Temos planos, metas, sonhos diferentes. Restrições na maior parte das vezes resultam em péssimos resultados. Nem todo mundo precisa dormir oito horas ou tomar dois litros de água diariamente. Nem todo mundo gosta de Chocolate e há quem deteste rock. Algumas pessoas simplesmente não passam daquela fase infantil de achar que as coisas são como parecem ou têm que ser. As coisas são mais mútuas do que capta nossa singela esquematização e tenho dito.
 "Mesmo sendo a nossa umas das gerações que mais lidou com quebras de paradigmas sociais até hoje, ainda é fácil ver que muitos de nós se sentem num certo nível propensos a tomar decisões na vida pessoal menos por sentirem genuinamente o impulso necessário e mais porque acreditam que seja isso que se espera deles." (João Baldi Jr.,  Papo de Homem)

Aí você encontra casais que casaram porque "já estava passando da hora" e não pelo amor e desejo de construir um futuro juntos. Aí você conhece casais que começaram a namorar "porque já tinha um tempo ficando" e percebe o quanto de acomodamento mais que sentimento tem nisso. E você conhece alguém que não queria ter filho, mas teve, para agradar, por descuido, e até hoje tenta esconder da criança a frustração que carrega. E a gente percebe quantas formiguinhas tem seguindo essa fila, sabe?!

 Simplesmente não dá pra todos mundo seguir uma mesma ordem. Não é como se para viver você tenha que fazer uma faculdade, para estar casado tenha que viver na mesma casa, antes dos quarenta tenha que ter filho, para estar namorando tem que estar perto, para gostar de alguém tem que ter um prazo para assumir e prê-prê-prê. Não é assim... não podemos julgar quem gosta ou não gosta de quem. Quem tá amando ou enrolando quem. Cada um sabe o que carrega na cabeça e como isso reflete no coração.





As vontades que importam são as nossas. O que você acredita. Em que tem fé. Suas experiências te fazem querer. Teu coração te permite seguir. Seu contexto te influencia sim, mas para nossas decisões românticas, só mais uma opinião voga além da nossa, a da pessoa que gostamos. Não adianta tentar reproduzir relacionamento de parentes, amigos, conhecidos... a trilha é outra, nem as suas fotos fofinhas sairiam iguais!

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