24.3.14

Olhos de menina



Olha os olhos da menina. Escuros, sombrios, pequenos - parecem em constante indagação. Será que sim? Será que não? Será que é? Será verdade? Bobagem, seu olhar é pura malcriação de uma alma insistente em acreditar na sinceridade.

Ainda assim, seus olhos duvidosos pareciam querer se esconder, inclinavam de sensibilidade mas sabiam se defender, mesmo quando não eram atacados. Explanavam o ambiente e invadia outros com ciência e prazer. Embora pouco falasse, sabiam bem responder.

Seus olhos brilhavam, um brilho que lhe entregava, não disfarçava, que não tinha ordem alguma, sobreviveu ao caos cuja alma foi poupada de ser roubada, mas com marcas e brechas continua constantemente ludibriada.

Seus olhos, olhos da alma, acreditavam, embora não tivessem o mérito de desprender da língua o medo. Não tinha grau para ser apenas mais uma ilusão de alguém que vê com os olhos crentes de quem ama e enxerga pureza por pura emoção.

Laís Sousa

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