30.7.14

Se cobriu...



Teve um dia cansativo,
saiu da cama como se nem ao menos tivesse dormido.

Cansaço atrai afazeres,
para comprovar foram tantos os deveres...

Fora um dia cumprido.

Conseguira não ter tempo de sofrer,
bobinha,
 as vezes esquece o que segundos são capazes de fazer.

Chega em casa,
gosta dali,
gosta da vida.

Somente só,
 não se sente linda,
mas infinda.

Não tinha tristeza ali,
 não tinha problema,
nenhum dilema.

Não tinha espaço ali,
se defendia,
 não queria ser invadida.

Mas um recadinho já prevenido deixado,
puxou aquele seu lado,
aquele de acreditar na lindeza
leve e amável da vida.

Pensou ter ganhado o dia,
em leitura sonhava
e não sofria.

Embora armada,
desconfiada,
todo carinho é bem vindo.

Naquela lembrança, carinho é bandido.

Ahh, mal sabia!
 O dia só termina quando
 se cala da memória a melodia.

No auge da leveza,
o coração já preparava sobremesa...

Na linha do tempo realidade se exibiu
estampada a felicidade de quem a sua destruiu.

Inoportuno, involuntário.
Será que até pequenas felicidades
 têm que ficar em armário?

Chuveiro para que as gotas
se confundam com lágrimas.

Algumas dores se acalmam
mas não passam.

Saiu dali,
parou de seguir quem apenas seguiu.

Por cansaço ou afeto
simplesmente fugiu.

Adormeceu,
 dormiu.

Pegou os segundo de leveza,
 abraçou com força.
Se cobriu!

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