17.12.14

Aos casais espalhafatosos, a compreensão!


Sabe aqueles casais espalhafatosos? Não sei se essa é a melhor definição, mas é assim que os vejo quando enchem de declarações fofas, criativas, apaixonadas e PÚBLICAS o meu mundo - digo, timeline e afins. 

Eu sempre tive (a sorte) contato com muito casal "melação", daquele tipinho que você não somente se sente vela, mas se incomoda por sobrar. Tá que é uma opção minha sair ou não com essas companhias, no entanto, quando algumas declarações me alcançam como um tabefe, eu arriscava um "arg! E o que me importa se vocês se combinam e estão super-mega-ultra felizes e satisfeitos por terem se encontrado e se esforçado para dar certo?". A tentativa era abstrair a pergunta instantânea que o coração faz - quando será minha vez? - seguida do desejo "quero com juros e taxas de romantismo hollywoodiano, porque sim!"

Não é "dando ousadia", nem desvalorizando a privacidade que sempre simpatizei... mas, analisando discretamente todos os casais "exibidos", percebi o quão bom pode ser a relação "escrachada":

Quando os sentimentos do casal são públicos, mesmo que haja dúvidas, haverá maior apreensão daqueles que desejarem atrapalhar. Graças a Deus o amor ainda é defendido socialmente e não se encontra por aí muitos seres daqueles que, deliberadamente, querem "destruir lares". Quando "assumidas", essas criaturas podem até chegar a serem aceitas, mas não têm muitos simpatizantes, além de que serão sempre lembrados como pivô de um término. Óh que chato! {a nova namorada do Zezé - a que nunca será Zilú - que o diga}.

Além desse fator, existe um ainda mais contundente a respeito da certa "razão" de casais declarados: Sim, ninguém tem certeza se aquilo que estão vivendo irá durar mais que uma temporada, veja lá ser eterno, mas importa, para eles, que seja suficiente e esplendoroso no momento, a ponto de desejarem que dure. Essas declarações carregam a coragem da exposição, porque há apreensão de que declarações alardeadas não vigorem.

Quando damos nossa palavra, quando nos expomos, até tatuamos, a menos que sejamos muito estúpidos, pelo menos tentamos cumprir, não é verdade?! Se a promessa é de amor, se existem testemunhas das mãos dadas, dos beijos, dos relatos, certamente há esforço maior para que haja cumprimento e aquelas palavras e gestos nãos sejam despachados ao vento por qualquer razão.

O filósofo David Home uma vez disse "não importa mais o que você queria dizer quando disse; só importa que você disse o que disse e que um terceiro viu e ouviu você dizer". Se isso já tem um peso descomunal num casamento, imagine pra milhares de seguidores e visualizadores derretidos no Facebook?! rs.

Hoje, as declarações são, para mim, uma demonstração também de esforço e vontade de que aquilo dê certo. Afinal, é legal receber parabéns e ser lembrado com alguém, mas não é nada confortável responder porque a relação acabou ou ouvir que "é uma pena, porque faziam um belo casal". {ps.: aqui eu sinto informar que, quando a relação é pública, o público se sente no direito de palpitar.} Fora que restam fotos, vídeos, presentes...e invalidar qualquer um desses belos registros é, no mínimo, um desperdício!

Laís Sousa




0 Comentários:

Postar um comentário

 
- See more at: http://www.ecleticus.com/2011/10/slide-que-funciona-automatico-no.html#sthash.CKrB3I8o.dpuf