10.6.15

Não mande flores, se mande



Claro que todo mundo gosta de ser lembrado, se sentir especial, parte de algo importante para alguém. Não acredito que presentear, mesmo em uma época que os preços sobem e tudo colabora para a dica do que dar, seja algo rejeitável. Rejeitável é ter impessoalidade e obrigação no ato de presentear.

O primeiro artigo do manual de bons modos dos estudos da University Laís Achism, cof cof, rege que não existe "pedir a alguém que escolha um presente", não existe "não ter ideia do que alguém que você ama irá gostar", simplesmente não existe "pedir a alguém para entregar um presente" mesmo que não dê para estar presente na data em que o resto do mundo vá comemorar. A presença vale o atraso.

O maior presente de quem ama é perceber detalhes. Perceber que você dedicou um tempinho da sua rotina atarefada para pensar, procurar e agradar. Receber algo que faz parte da história, de uma conversa, um comentário, uma piada interna. Receber algo que se pode dividir, que lembra as afinidades que existem entre os dois. Não precisa ser criativo, o apego cuida das memórias e estas são as melhores conselheiras.

Não há dica melhor para escolher um presente que ser íntimo. Quem é íntimo conhece desde as necessidades àquilo que fará rir, apenas rir. Quem é intimo vai lembrar... do autor, do cantor, do diretor, do amor. Intimidade está em ouvir, em aproveitar os momentos juntos para simplesmente e exatamente estar presente.

Não há valor estimável em uma chegada surpresa. Melhor que receber o presente sem ter a quem abraçar... Pegar estrada, cortar o céu, cruzar o mar...são "sacrifícios" que somente um sorriso já recompensa, talvez as lágrimas paguem.

Nunca vou entender os admiradores que enviam flores secretamente. Não mande, vá levar... deixa que sinta o cheiro que exala apreço, deixe ouvir a voz amaciada no tom, olhar nos olhos permite mais curiosidade que alguém não assumir a identidade. Apenas deixe as coisas, deixa de coisa e se materializa. Flores, chocolates, almofadas... tudo isso representa, palpável mesmo é sentir a textura do amor.

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