19.8.15

Ser fruta



"Aqui sentada nessa mesa com um copo de cerveja,'  salada de frutas, isso, um copo de salada de frutas como companhia, enquanto a música de Henrique e Juliano fala alto e eu faço analogias, rs...

Eu não gosto de todas as frutas, não estou aqui dando lição de alimentação saudável, talz, logo eu. Mas senti uma vontade de dizer que talvez eu seja como uma fruta, sabe?!

Não quero fazer você que está lendo de idiota, encher linguiça de coisa banal, escrever coisas sem lógica... muito menos te fazer pensar em mim como comida, veja bem... estou apenas só e, ao invés de uma pessoa, tenho um copo de salada de frutas que me traz alegria.

Nessa confusão em que pessoas "furam" com você... eu dou sentido a ser fruta.

Sou daqueles seres que naturalmente preferem ser (a)colhidas, talvez até degustadas. Não gosto de passar por todo um processo de preparação e cozimento - o tipo de jogos mortais para perder nutrientes, paciência, a graça da coisa.

Prefiro o lado bom da vida e facilmente antecipo a sobremesa para não perder tempo com o peso obrigatório do almoço. Prefiro a falta de engano do doce, do cítrico, do azedo. Não curto o vapor.

Sou fruta dengosa e talvez gelada, mas saborosa, colorida, cheia de vida. É difícil ser aquilo que se come porque faz bem, porque tem que engolir ou porque é mortalmente gostoso ao tempo que passageiro.

É difícil ser aquilo que é feito para comer, sem saborear, sem opções.

Eu sou fruta e não se espante se eu preferir colo a um encontro calorosamente sexual. Eu sou daquelas frescas que desejam amor tranquilo, com mordidinhas, como cantou Cazuza.

Talvez por isso esteja aqui sozinha outra vez, mas com o coração cheio e o copo vazio.

Laís Sousa

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